*Sêmia Mauad/ Opinião MT
O empresário Idirley Alves Pacheco foi condenado a 22 anos de reclusão, em regime inicialmente fechado, pelo assassinato do ex-jogador da Seleção Brasileira de Vôlei, Everton Fagundes Pereira da Conceição, de 46 anos. O julgamento pelo Tribunal do Júri ocorreu na última terça-feira, dia 14 de abril, na Capital.
A sessão foi presidida pela juíza da 1ª Vara Criminal de Cuiabá, Mônica Perri. Idirley foi condenado por homicídio qualificado (motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima), além dos crimes de sequestro e coação no curso do processo.
Além da pena privativa de liberdade, a magistrada fixou uma indenização mínima por danos morais no valor de 60 salários mínimos (mais de R$ 97 mil) em favor dos herdeiros de Everton. A juíza determinou a execução imediata da pena, mantendo a prisão preventiva do empresário.
O CRIME
O crime ocorreu em 11 de julho do ano passado. De acordo com as investigações, Everton foi atingido por seis tiros à queima-roupa, que atingiram principalmente a cabeça, o pescoço e as costas.
A motivação foi passional. Idirley não aceitava o fim do relacionamento com a ex-mulher, que havia iniciado um envolvimento amoroso com o ex-atleta. Semanas antes do crime, a mulher já havia registrado boletim de ocorrência e solicitado medidas protetivas contra o empresário devido ao comportamento possessivo dele.
EMBOSCADA E EXECUÇÃO
No dia do assassinato, Idirley atraiu Everton utilizando um pretexto de que precisava de ajuda para guardar uma caminhonete. Durante o trajeto, a vítima foi rendida e obrigada a dirigir sob ameaça. Nas proximidades do Clube Monte Líbano, o empresário efetuou os disparos. Com a vítima ferida, o veículo descontrolado colidiu contra outro carro, e Idirley fugiu do local.
Três dias após o crime, o empresário se entregou à polícia e confessou o homicídio. Na época, ele tentou alegar que estava sendo extorquido por Everton, mas a versão foi completamente descartada.

