*Sêmia Mauad/ Opinião MT
A Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), deflagrou na manhã desta terça-feira, dia 31 de março, a Operação Ruptura CPX. A ação visa desmantelar uma célula de uma facção criminosa que exercia controle territorial rigoroso na região metropolitana e possuía conexões com o estado de São Paulo.

Ao todo, as equipes policiais cumprem 20 ordens judiciais, sendo 13 mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão domiciliar. As diligências ocorrem simultaneamente em Cuiabá, Várzea Grande e na capital paulista (SP).
As investigações revelaram que o grupo criminoso buscava estabelecer uma influência territorial absoluta sobre o Complexo Residencial Isabel Campos (conhecido como CPX) e bairros adjacentes. No local, a facção impunha regras próprias e monitorava a circulação de moradores e visitantes.
A estratégia do grupo incluía o “povoamento” seletivo: davam preferência para que apenas integrantes da facção ocupassem as moradias na invasão, transformando a área em um reduto logístico e operacional.
Um dos principais alvos da operação é o investigado O.G.N.C., conhecido como MC na região. Segundo a Polícia Civil, ele utilizava sua influência e alcance artístico para auxiliar na difusão de conteúdos da facção e das lideranças.
As investigações apontam que o MC mantinha contato direto com membros do alto escalão da organização criminosa, prestando apoio logístico e atuando na apologia ao crime, fortalecendo a imagem do grupo perante a comunidade.
A GCCO e a Draco identificaram uma estrutura organizacional complexa, que incluía funções bem definidas entre lideranças e executores, além de cobrança de taxas internas e monitoramento de áreas e utilização de contas bancárias de “laranjas” (terceiros) para movimentar os valores ilícitos.
O grupo é investigado por tráfico de drogas, roubo de veículos, furto de armas e, notadamente, o furto de defensivos agrícolas.

