*Sêmia Mauad/ Opinião MT
O Partido Novo em Mato Grosso quebrou o silêncio sobre a desfiliação da vice-prefeita de Cuiabá, Vânia Rosa, que migrou recentemente para o MDB. Durante o ato de filiação da legenda, realizado na última segunda-feira, dia 23 de março, o presidente do diretório estadual, Rafael Iacovacci, subiu o tom ao avaliar a saída da gestora, classificando o movimento como abrupto e carente de gratidão ao grupo que a sustentou.
Para Iacovacci, a saída de Vânia não foi uma surpresa total, mas a maneira como ocorreu gerou desconforto.
“Não digo ingratidão, é mais falta de reconhecimento ao grupo, porque acreditamos, de fato, no projeto. A forma como ela saiu poderia ter sido menos ríspida, menos abrupta”, pontuou o dirigente.
Segundo o presidente, a relação com a vice-prefeita já apresentava sinais de desgaste.
“A questão da Vânia foi algo pontual, que não vinha se encaixando ao longo do tempo. Mas já é página virada”, afirmou, sinalizando que o partido já reorganizou suas peças para o próximo pleito.
Um dos nomes centrais em uma rearticulação é o de Reginaldo Teixeira, atual secretário de Obras e secretário de Educação interino de Cuiabá. Teixeira era o nome originalmente cotado para compor a chapa majoritária ao lado de Abilio Brunini, mas cedeu o espaço para Vânia Rosa na época.
“Infelizmente, ela não soube retribuir”, lamentou Iacovacci. Apesar do capital político, o partido confirmou que Reginaldo não será candidato em 2026. A decisão é estratégica: o Novo entende que o trabalho dele nas secretarias é essencial para manter a vitrine da gestão e consolidar a aliança entre o Partido Liberal (PL) e o Novo.
HAROLDO ARRUDA SE FILIA AO NOVO
O evento de segunda-feira também marcou a chegada de um reforço de peso para a chapa proporcional. O cientista e analista político Haroldo Arruda oficializou a entrada no Novo com o objetivo de disputar uma vaga como deputado federal.

