*Sêmia Mauad/ Opinião MT
Em uma ofensiva direta contra as estruturas de facções criminosas no sul do estado, a Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na última quarta-feira, dia 25 de março, a Operação Animus Necandi. A ação resultou no cumprimento de seis mandados judiciais e na prisão em flagrante de três pessoas envolvidas em crimes que vão desde a execução de “decretos de morte” até a lavagem de dinheiro.

Coordenada pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Rondonópolis, a operação teve como foco principal integrantes de uma organização criminosa conhecidos pela crueldade em suas ações, incluindo a prática sistemática de tortura e execuções sumárias.

PRISÕES E APREENSÕES
Durante o cumprimento das ordens de busca e apreensão em seis endereços distintos, as equipes policiais prenderam dois homens e uma mulher. Os Homens (35 e 33 anos), foram autuados em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas, organização criminosa e posse de munição de uso permitido e restrito. Eles são apontados como peças operacionais no braço armado da facção.

Já a mulher (35 anos), foi autuada pelos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa. As investigações indicam que ela atuava na gestão financeira dos recursos oriundos das atividades ilícitas do grupo.
O nome da operação, Animus Necandi, é um termo jurídico em latim que significa “intenção de matar”. A escolha do nome reflete a natureza do grupo investigado, que era responsável por julgar e executar sentenças de morte decididas pela facção, o chamado “tribunal do crime”. As investigações da DHPP revelaram que os alvos utilizavam métodos de tortura para punir desafetos ou membros que infringiam as regras internas da organização.

