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Leia: Coronel Assis critica ‘dois pesos e duas medidas’ em decisão de Moraes
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6 de setembro de 2026 08:04

OpiniãoMT > Blog > Bolsonaro > Coronel Assis critica ‘dois pesos e duas medidas’ em decisão de Moraes
BolsonaroPolítica

Coronel Assis critica ‘dois pesos e duas medidas’ em decisão de Moraes

Jornalista Mauad
Publicado em: 25 de março de 2026
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3 Minutos de Leitura
Foto: Reprodução
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*Sêmia Mauad/ Opinião MT

O cenário político nacional foi sacudido na última terça-feira, dia 24 de março, pela decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a conversão da prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro em regime domiciliar. A medida, embora aguardada pela defesa, gerou forte reação de aliados, como o deputado federal Coronel Assis (PL-MT), que questionou o rigor das restrições impostas.

SAÚDE FRAGILIZADA E TRANSFERÊNCIA

Jair Bolsonaro estava internado no Hospital DF Star, em Brasília, desde o dia 13 de março, para o tratamento de uma infecção pulmonar severa decorrente de uma broncoaspiração. Segundo a decisão proferida ontem, a permanência em domicílio terá um prazo inicial de 90 dias, período em que o ex-presidente deverá fazer uso de tornozeleira eletrônica.

Para o deputado Coronel Assis, a decisão judicial tardou a reconhecer a gravidade do quadro clínico do ex-presidente.

“É uma medida que chega apenas após o estado de saúde ter se agravado de forma considerável. A prisão domiciliar era necessária desde o começo”, avaliou o parlamentar mato-grossense.

RESTRIÇÕES SEVERAS E CRÍTICAS DE ASSIS

A decisão de Moraes não se limitou ao isolamento físico, mas impôs um rígido cerceamento de comunicação e convívio social. Bolsonaro está proibido de utilizar celulares, redes sociais ou qualquer outro meio de comunicação, seja de forma direta ou por intermédio de terceiros.

O magistrado limitou o acesso dos filhos, que só poderão visitar o pai às quartas-feiras e aos sábados. Médicos e advogados mantêm acesso livre.

Além disso, as visitas de aliados políticos e amigos estão suspensas pelos próximos três meses.

Foi proibida ainda a realização de acampamentos ou qualquer tipo de manifestação nas proximidades da residência do ex-presidente.

Assis comparou o tratamento atual com episódios passados da política brasileira.

“Estamos diante de dois pesos e duas medidas. Na época da prisão do atual presidente, permitiu-se um acampamento permanente em frente à sede da Polícia Federal. Agora, cerceiam-se até atos de apoio ao maior líder da direita”, criticou o deputado.

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