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Leia: Consumo de drogas dobrou no Brasil nos últimos 11 anos, aponta Unifesp
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21 de outubro de 2026 22:27

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OpiniãoMT > Blog > Utilidade Pública > Consumo de drogas dobrou no Brasil nos últimos 11 anos, aponta Unifesp
Utilidade Pública

Consumo de drogas dobrou no Brasil nos últimos 11 anos, aponta Unifesp

Levantamento aponta aumento no consumo de drogas no Brasil e mudanças no perfil dos usuários ao longo de 11 anos.

Redação OPMT
Publicado em: 22 de março de 2026
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4 Minutos de Leitura
Consumo de drogas dobrou no Brasil nos últimos 11 anos, aponta Unifesp
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O consumo de drogas no Brasil apresentou crescimento significativo ao longo de pouco mais de uma década, segundo dados do III Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad III). A pesquisa indica que o número de brasileiros que já experimentaram substâncias ilícitas ao menos uma vez na vida aumentou consideravelmente, refletindo mudanças no comportamento da população e na percepção sobre essas substâncias.

Consumo de drogas registra aumento no país

De acordo com o levantamento conduzido por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a proporção de pessoas que relataram já ter feito uso de drogas ilícitas saltou de 10,3% para 18,8% em um período de 11 anos. O estudo é considerado uma das principais referências nacionais sobre o tema, reunindo dados amplos e detalhados sobre o cenário brasileiro.

O crescimento identificado acompanha uma tendência observada em outros países ocidentais. Entre os fatores associados a esse avanço está o aumento do uso de maconha, apontado como o principal responsável pela elevação dos índices registrados na pesquisa.

Mudanças na percepção social

Especialistas envolvidos no estudo destacam que a evolução dos números também pode estar relacionada à forma como a sociedade enxerga determinadas substâncias. Ao longo dos anos, houve alterações na percepção dos riscos associados ao uso, o que pode influenciar diretamente o comportamento da população.

Além disso, o longo intervalo entre as edições do levantamento — sendo a anterior realizada em 2012 com a mesma metodologia — também contribui para explicar a diferença expressiva nos dados.

Perfil dos usuários apresenta transformação

Outro ponto destacado pelo estudo é a mudança no perfil das pessoas que relatam uso de drogas ilícitas. Embora os homens ainda representem a maior parcela dos consumidores, o crescimento entre mulheres adultas chama atenção.

Nesse grupo, o percentual de uso ao longo da vida praticamente dobrou, passando de 7% para 13,9%. Pesquisadores apontam que uma possível explicação para esse avanço pode estar relacionada a crenças sobre efeitos de substâncias como a cannabis, frequentemente associadas à redução do estresse e da ansiedade.

Faixa etária e abrangência da pesquisa

O Lenad III analisou tanto a experimentação quanto o consumo recente de 16 tipos de drogas ilícitas. A pesquisa incluiu brasileiros com mais de 14 anos de idade, garantindo uma visão ampla sobre diferentes faixas etárias.

Metodologia reforça confiabilidade dos dados

Um dos diferenciais do levantamento é o método utilizado para coleta das informações. Ao invés de entrevistas diretas, os participantes responderam às perguntas de forma sigilosa, utilizando dispositivos eletrônicos. Esse formato reduz possíveis distorções nos resultados, já que evita constrangimentos e aumenta a sinceridade das respostas.

Nos casos em que os participantes não sabiam ler ou escrever, foi adotado um sistema de gravação de áudio anônimo, garantindo a inclusão e a confidencialidade das informações.

Amostra representativa nacional

A pesquisa contou com a participação de 16.608 pessoas em todo o território brasileiro, abrangendo áreas urbanas e rurais. Para garantir representatividade, foram selecionados 900 setores censitários em diferentes municípios. A escolha dos locais considerou critérios como renda média domiciliar e densidade populacional. A seleção dos domicílios dentro desses setores foi realizada de forma aleatória, com auxílio de sistemas informatizados.

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