*Sêmia Mauad/ Opinião MT
A eleição da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara dos Deputados gerou uma forte reação da senadora mato-grossense Margareth Buzetti (PP-MT). A parlamentar questionou a ocupação do cargo por uma mulher trans, defendendo que a pauta feminina biológica deve ser tratada exclusivamente por mulheres cisgênero.
Margareth Buzetti enfatizou que, embora respeite a trajetória de Erika Hilton, acredita que existem temas específicos que pertencem ao universo da mulher biológica e que não deveriam estar sob a presidência de uma parlamentar trans.
“Eu respeito ela como mulher trans. Que se faça comissão da diversidade e ela presida a comissão da diversidade, mas esse direito da comissão da mulher tem que ser discutido por nós. Saúde, discutir filhos, amamentação, tudo é da mulher, não é da trans, não é da mulher trans, é nosso”, afirmou a senadora.
Para Buzetti, a distinção entre as experiências de vida e as necessidades de saúde e direitos reprodutivos é o que deveria balizar a liderança da comissão.
“Este é um espaço que tem que ser nosso. Tenho o maior respeito por ela, mas tudo dentro do seu lugar, do seu tempo”, completou.
Erika Hilton foi eleita para presidir a comissão em um movimento de articulação dos partidos de esquerda e centro-esquerda, tornando-se a primeira mulher trans a ocupar o posto.
A deputada argumenta que sua gestão focará na proteção de todas as mulheres contra a violência, a desigualdade salarial e a falta de políticas públicas, independentemente de serem cis ou trans.
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