O ex-presidente Bolsonaro precisou de atendimento médico na manhã desta sexta-feira (13), em Brasília, após apresentar um mal-estar enquanto estava detido. A informação inicial foi divulgada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-chefe do Executivo. Segundo relatos preliminares, ele teria acordado com sintomas como calafrios e episódios de vômito, o que motivou o acionamento do socorro médico.
Bolsonaro é levado ao hospital após passar mal
De acordo com informações divulgadas nas redes sociais por Flávio Bolsonaro, o ex-presidente apresentou sintomas que geraram preocupação entre familiares e equipe médica. A mensagem informou que ele teria despertado durante a manhã com fortes calafrios e episódios frequentes de vômito.
O atendimento de emergência foi solicitado ainda nas primeiras horas do dia. O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 7h40 para prestar socorro ao ex-presidente.
Após o atendimento inicial, Bolsonaro foi encaminhado ao hospital DF Star, localizado na capital federal. Ele chegou à unidade hospitalar aproximadamente às 8h50, transportado em uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Suspeita inicial de pneumonia
Segundo informações divulgadas pelo médico cardiologista Brasil Caiado, que acompanha o ex-presidente, existe a suspeita de que o quadro clínico possa estar relacionado a uma pneumonia. No entanto, até o momento não houve confirmação oficial do diagnóstico.
Nem o hospital DF Star nem a unidade prisional onde Bolsonaro está detido divulgaram detalhes atualizados sobre o estado de saúde do ex-presidente ou eventuais procedimentos médicos realizados após a chegada dele à unidade hospitalar.
Situação prisional de Bolsonaro
Bolsonaro cumpre atualmente pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Ele está detido na sala de Estado-Maior do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido informalmente como “Papudinha”.
A transferência para essa unidade ocorreu após solicitação feita pela equipe jurídica do ex-presidente. O local possui uma estrutura considerada diferenciada, incluindo acompanhamento médico contínuo, suporte de fisioterapia e adaptações voltadas ao atendimento de necessidades de saúde.
Episódios anteriores de problemas de saúde
Esta não é a primeira vez que Bolsonaro apresenta problemas de saúde desde que passou a cumprir pena. Em setembro do ano passado, quando ainda estava em regime de prisão domiciliar, ele precisou receber atendimento médico após relatar sintomas como tontura, vômitos e queda de pressão arterial.
Outro episódio ocorreu em janeiro deste ano, enquanto ele estava detido na Superintendência da Polícia Federal. Na ocasião, o ex-presidente passou mal dentro da cela e acabou batendo a cabeça em um móvel, o que levou à necessidade de internação hospitalar.
No mesmo mês, Bolsonaro foi transferido para a unidade militar conhecida como Papudinha. A mudança foi solicitada por seus advogados, que alegaram necessidade de acompanhamento médico mais constante.
Pedidos de prisão domiciliar e decisão do STF
A defesa do ex-presidente apresentou ao longo dos últimos meses diversos pedidos para que ele voltasse ao regime de prisão domiciliar. Os advogados argumentam que o estado de saúde de Bolsonaro exige cuidados médicos especiais e monitoramento frequente.
Apesar das solicitações, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu negar os pedidos apresentados pela defesa. Uma junta médica da Polícia Federal avaliou o estado clínico do ex-presidente e concluiu que, embora ele necessite de acompanhamento médico regular, possui condições de permanecer na unidade prisional onde se encontra atualmente.

