*Sêmia Mauad/ Opinião MT
O atual secretário de Estado de Fazenda, Rogério Gallo, um dos nomes mais fortes do primeiro escalão do Governo de Mato Grosso, confirmou que o nome dele está à disposição para o tabuleiro eleitoral de 2026. Em declarações recentes a imprensa, Gallo comentou as especulações que o colocam como peça fundamental na chapa do governador Mauro Mendes (União) ao Senado Federal.
Nos bastidores políticos, a composição da chapa de Mauro Mendes ao Senado começa a ganhar contornos definidos. A arquitetura atual trabalha com dois nomes de total confiança do governador para as suplências:
-1ª Suplência: Cidinho Santos, ex-senador e atual presidente do conselho da Nova Rota do Oeste.
-2ª Suplência: Rogério Gallo, representando a ala técnica e de gestão do governo.
Questionado sobre essa possibilidade, Gallo foi diplomático, mas deixou as portas abertas.
“Na medida em que existem vagas, tudo é possível. O futuro a Deus pertence e o que nós temos como meta é reeleger o governador Otaviano Pivetta, eleger o governador Mauro como senador e os nossos parceiros”, afirmou.
DESINCOMPATIBILIZAÇÃO E SAÍDA DA SEFAZ
Para que o secretário possa concorrer a qualquer cargo ou figurar em chapas majoritárias, ele precisa deixar o cargo público até o prazo legal de desincompatibilização. Sobre a data limite de 31 de março, Gallo não descartou o desembarque do governo.
“É possível. Não sei se é provável, mas é possível”, declarou o secretário sobre sua saída da Secretaria de Fazenda no fim deste mês.
LINHA DE SUCESSÃO E O PALÁCIO PAIAGUÁS
A movimentação eleitoral provocará uma “dança das cadeiras” no comando do Estado. Caso Mauro Mendes se afaste para disputar o Senado, o vice-governador Otaviano Pivetta assumiria o comando definitivo do Palácio Paiaguás, mas ele também deve concorrer as eleições para governador.
No entanto, o cenário pode ser ainda mais complexo se houver a necessidade de nomes da linha de sucessão também se desincompatibilizarem para a disputa eleitoral.
Gallo lembrou que a saída de figuras como o secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, obrigará o governo a uma realocação estratégica de quadros.
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