A desaprovação de Lula (PT) alcançou 51,5% entre os brasileiros, segundo levantamento divulgado nesta terça-feira (25) pela Atlas/Bloomberg. O índice de aprovação do presidente ficou em 46,6%, enquanto 1,8% dos entrevistados afirmaram não saber ou preferiram não responder.
Os números indicam uma mudança em relação ao levantamento anterior, publicado em janeiro. Na ocasião, 48,7% aprovavam o desempenho pessoal do presidente. Agora, houve recuo de 2,1 pontos percentuais na aprovação. Já o índice de desaprovação registrou alta de 0,8 ponto percentual no mesmo período.
Desaprovação de Lula cresce em comparação com janeiro
O novo levantamento revela que a desaprovação de Lula avançou levemente em fevereiro, consolidando maioria entre os entrevistados. Em janeiro, o percentual de brasileiros que desaprovavam o presidente era menor, mas já indicava tendência de equilíbrio entre avaliação positiva e negativa.
A oscilação registrada entre as duas pesquisas mostra alteração dentro da margem de erro, estimada em um ponto percentual para mais ou para menos. Ainda assim, os dados apontam redução no apoio ao chefe do Executivo federal e crescimento do índice negativo.
Avaliação do governo também apresenta maioria negativa
Além do desempenho pessoal do presidente, a pesquisa também avaliou a percepção sobre a atual gestão federal, conhecida como terceiro mandato de Lula. De acordo com o levantamento, a maioria dos entrevistados classifica o governo como “ruim ou péssimo”.
Por outro lado, 42,7% consideram a administração “boa ou ótima”. Já 8,9% avaliaram o governo como “regular”. Na comparação com janeiro, a avaliação positiva apresentou recuo, enquanto o percentual negativo permaneceu praticamente estável.
Os dados reforçam o cenário de maior insatisfação em relação à condução do governo federal neste início de ano.
Detalhes metodológicos da pesquisa Atlas/Bloomberg
A pesquisa Atlas/Bloomberg foi realizada entre os dias 19 e 24 de fevereiro. Ao todo, 4.986 eleitores participaram do levantamento por meio de recrutamento digital.
O estudo apresenta margem de erro de um ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. Segundo as informações divulgadas, o levantamento foi custeado com recursos próprios.
O registro da pesquisa foi efetuado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob o protocolo BR-07600/2026, conforme exigência da legislação eleitoral.
Comparação com o cenário anterior
Em relação ao levantamento divulgado no mês anterior, os números mostram queda na aprovação do presidente e leve crescimento na taxa de rejeição. Apesar de as variações estarem próximas da margem de erro, o movimento indica alteração no cenário de percepção pública.
Enquanto a aprovação recuou pouco mais de dois pontos percentuais, a desaprovação registrou crescimento inferior a um ponto. Já na avaliação do governo como um todo, o percentual negativo manteve-se predominante entre os entrevistados.

