A Acadêmicos de Niterói confirmou que uma pessoa fez necessidades fisiológicas em uma alegoria que trazia a estátua de Lula, pouco antes do desfile realizado no último domingo (15), na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro. O episódio ocorreu ainda no período de concentração, antes de o carro alegórico entrar na avenida para apresentar o enredo que homenageava o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Incidente com estátua de Lula antes da apresentação
Segundo informações divulgadas pela coluna Veja Gente, da revista Veja, na quarta-feira (18), alguém teria subido no carro alegórico e praticado o ato na estrutura cenográfica. A situação foi percebida por integrantes da escola, que passaram a relatar forte odor vindo da alegoria.

O carnavalesco Thiago Martins confirmou posteriormente o ocorrido. No entanto, até o momento, não houve identificação do responsável. A escola não detalhou se foram adotadas medidas adicionais após a constatação do fato, mas o carro seguiu para a avenida e participou normalmente do desfile.
A alegoria que abrigava a estátua de Lula fazia parte do conjunto que compunha o enredo desenvolvido pela agremiação para o carnaval deste ano. O desfile ocorreu dentro da programação oficial da festa na capital fluminense.
Polêmicas envolvendo o enredo
Além do episódio relacionado à estátua de Lula, o desfile da Acadêmicos de Niterói foi cercado por outras controvérsias. Ainda antes da apresentação, parlamentares de oposição acionaram a Justiça Eleitoral alegando possível propaganda eleitoral antecipada em favor de Lula.
Os questionamentos buscavam impedir a realização do desfile, sob o argumento de que a homenagem poderia configurar promoção política fora do período permitido pela legislação. A escola, por sua vez, manteve a apresentação conforme o planejamento estabelecido para o carnaval.
Acusações de intolerância religiosa
Durante a passagem pela Sapucaí, outro ponto levantado por críticos foi a representação de evangélicos em uma das alas, caracterizados como se estivessem dentro de latas de conserva. A encenação gerou reações de integrantes do meio cristão, que classificaram a abordagem como ofensiva.
A seccional do Rio de Janeiro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ) também se manifestou publicamente. Em nota, a entidade afirmou que a representação configuraria “preconceito religioso”, posicionamento que ampliou o debate nas redes sociais e entre lideranças religiosas.
A Acadêmicos de Niterói não divulgou esclarecimentos detalhados sobre essa parte específica da apresentação, mas o episódio passou a integrar a lista de temas discutidos após o desfile.
Repercussão após o desfile
Os acontecimentos envolvendo a estátua de Lula e as demais controvérsias repercutiram amplamente nos dias seguintes ao carnaval. O caso foi tema de reportagens e comentários em diferentes veículos de comunicação, além de gerar debates nas plataformas digitais.
O incidente na alegoria ocorreu em um momento de grande visibilidade para a escola, já que o enredo tinha como foco a trajetória do presidente da República. A confirmação do episódio pelo carnavalesco contribuiu para dar dimensão pública ao ocorrido.

