*Sêmia Mauad/ Opinião MT
A Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia de Cáceres, deflagrou nas primeiras horas da manhã desta sexta-feira, dia 20 de fevereiro, a Operação R2 – Refúgio Rastreado. A ofensiva tem como foco principal o enfrentamento a uma facção criminosa que opera na região de fronteira, desarticulando pontos de apoio utilizados para o crime organizado.

Ao todo, estão sendo cumpridas 21 ordens judiciais, que incluem:
-05 mandados de prisão cautelar;
-08 mandados de busca e apreensão domiciliar;
-Medidas de afastamento de sigilo de dados e comunicações.
As ordens judiciais estão sendo executadas simultaneamente nas cidades de Cáceres, São José do Rio Claro e Cuiabá.
O INÍCIO: OSTETNTAÇÃO EM REDES SOCIAIS
As investigações que culminaram na operação deste feriado de pós-carnaval ganharam força após o monitoramento de um dos principais alvos, um homem de 32 anos. O suspeito foi identificado pela Polícia Civil após a circulação de vídeos nas redes sociais nos quais ele exaltava abertamente a facção criminosa, fazendo apologia a crimes e demonstrando poderio do grupo na região.

A partir desse monitoramento, a equipe de inteligência da Delegacia de Cáceres conseguiu rastrear a rede de contatos e os locais frequentados pelo investigado, revelando uma estrutura maior de colaboração criminosa.
CASA DE APOIO LOGÍSTICO
O nome da operação, “Refúgio Rastreado”, faz referência direta ao objetivo de mapear os esconderijos do grupo. Durante os últimos meses de investigação, os agentes identificaram endereços que serviam como “casas de apoio”.
Segundo a Polícia Civil, esses locais possuíam funções estratégicas para a facção:
-Armazenamento: Depósitos clandestinos de entorpecentes e armamentos;
-Acolhimento: Pontos de refúgio para criminosos vindos de outras regiões ou que estavam com mandados de prisão em aberto.
Os presos serão encaminhados às respectivas unidades prisionais e o material coletado passará por perícia técnica.

