*Sêmia Mauad/ Opinião MT
O deputado federal e pré-candidato ao Senado, José Medeiros (PL), comentou sobre os “ruídos” causados pela possível adesão do MDB à pré-candidatura de Wellington Fagundes (PL), enquanto Janaina Riva nega acordo familiar.
O cenário político de Mato Grosso para as eleições de 2026 começa a ganhar contornos definidos, mas não sem enfrentar desafios internos de articulação.
O deputado federal José Medeiros (PL), pré-candidato ao Senado, admitiu que a possível aliança com o MDB para apoiar Wellington Fagundes (PL) ao Governo do Estado ainda precisa de “muita conversa” para evitar um racha na base aliada.
MEDEIROS: FOCO NO PROJETO NACIONAL E UNIÃO ESTADUAL
Para José Medeiros, o objetivo principal do grupo é consolidar a eleição de Flávio Bolsonaro à Presidência da República e de Wellington Fagundes ao comando do Palácio Paiaguás. No entanto, o deputado reconheceu que a entrada do MDB no arco de alianças tem gerado resistência, especialmente entre prefeitos do interior.
“Obviamente não dá para a gente ter o partido rachado. Esse negócio do MDB tem causado ruído, mas acho que lá no final as coisas se ajeitam”, afirmou Medeiros. Segundo ele, a resistência de muitos gestores municipais não é direcionada à figura de Wellington, mas sim ao histórico de embates locais contra o MDB.
“A maioria deles enfrentou o PMDB (MDB). Mas nós estamos conversando”, completou.
JANAINA RIVA: “POLÍTICA NÃO SE DECIDE DENTRO DE CASA”
A deputada estadual e presidente da Executiva Estadual do MDB, Janaina Riva, confirmou a forte tendência de composição entre a sigla e a pré-candidatura de Wellington Fagundes. Contudo, Janaina fez questão de rebater críticas de que a aliança seria fruto apenas de laços familiares, visto que Wellington é seu sogro.
A parlamentar enfatizou que, embora o alinhamento político seja real, não há nada selado no papel.
“Existe uma tendência de estarmos juntos. Agora, convicção e acordo fechado sobre isso não existe”, pontuou.
Janaina argumentou que a política mato-grossense é complexa e envolve o aval de prefeitos, vereadores e diretórios municipais, que não aceitariam imposições pessoais.
“É fora da realidade pensar que a gente fecha acordo entre duas pessoas. Este não é um projeto de família, é um projeto para Mato Grosso”, declarou a deputada.

