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Leia: Digimais: Crise do Master atinge banco de Edir Macedo
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21 de outubro de 2026 21:49

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OpiniãoMT > Blog > Brasil > Digimais: Crise do Master atinge banco de Edir Macedo
Brasil

Digimais: Crise do Master atinge banco de Edir Macedo

Liquidação do Banco Master revela fraudes de até R$ 50 bilhões, conexões políticas e impactos diretos sobre o Digimais, banco ligado a Edir Macedo.

Redação OPMT
Publicado em: 10 de fevereiro de 2026
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3 Minutos de Leitura
Digimais: Crise do Master atinge banco de Edir Macedo
O Bispo Edir Macedo é um dos principais sócios do Banco Digimais. Imagem: Redes Sociais.
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A liquidação do Banco Master pelo Banco Central, em novembro de 2025, segue produzindo efeitos relevantes no sistema financeiro brasileiro. As apurações apontam para um esquema de fraudes estimado em até R$ 50 bilhões e trouxeram à tona uma rede de relações políticas envolvendo integrantes do Executivo e do Judiciário. Entre as instituições impactadas está o Digimais, banco controlado por Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus e proprietário da Rede Record.

Conexões políticas sob investigação

As investigações conduzidas pela Polícia Federal indicam vínculos entre Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, e autoridades do governo federal. Reportagem da Gazeta do Povo revelou, em fevereiro, a realização de um encontro entre Luiz Inácio Lula da Silva e Vorcaro fora da agenda oficial, além da atuação do ex-ministro Guido Mantega como interlocutor do banqueiro.

Também foi citada a prestação de consultoria jurídica ao banco por Ricardo Lewandowski. Segundo a jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, o ministro Alexandre de Moraes teria procurado o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para tratar do caso.

O processo no Supremo Tribunal Federal está sob relatoria do ministro Dias Toffoli, que autorizou, em janeiro, a segunda fase da Operação Compliance Zero.

CPMI e apuração sobre consignados

A CPMI do INSS confirmou o depoimento de Daniel Vorcaro para o dia 26 de fevereiro. Ele deverá esclarecer irregularidades relacionadas a mais de 250 mil contratos de crédito consignado suspensos pelo INSS por ausência de comprovação. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, classificou o episódio como uma possível “maior fraude bancária” já registrada no país.

Impactos diretos sobre o Digimais

A liquidação do Banco Master agravou a situação do Digimais, que já enfrentava dificuldades antes do escândalo. Relatórios de 2024 e 2025 indicaram aumento da inadimplência no período pós-pandemia, comprometendo o patrimônio da instituição e exigindo aportes recorrentes de seu controlador para evitar a quebra técnica.

Uma auditoria identificou problemas em 42% das cédulas de crédito bancário de uma carteira de R$ 659,8 milhões cedida pelo Digimais ao fundo EXP 1. Parte dessas operações teria origem no Banco Master, o que levou Digimais e fundo a disputas judiciais.

A tentativa de venda do Digimais para Maurício Quadrado, ex-sócio do Banco Master, não avançou após resistência do Banco Central. Com prejuízo de R$ 95 milhões em 2023 e um passivo estimado em R$ 9,5 bilhões, o banco permanece sem comprador, enquanto os desdobramentos do colapso do Master continuam a pressionar sua situação financeira.

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