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23 de julho de 2026 21:46

OpiniãoMT > Blog > Bolsonaro > Deputado Rogério Correia (PT) vira meme após divulgar foto falsa de Bolsonaro com Vorcaro
Bolsonaro

Deputado Rogério Correia (PT) vira meme após divulgar foto falsa de Bolsonaro com Vorcaro

Publicação de Rogério Correia com imagem de IA ligando Bolsonaro, Campos Neto e Banco Master gera críticas e reações políticas.

Redação OPMT
Publicado em: 2 de fevereiro de 2026
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4 Minutos de Leitura
Deputado Rogério Correia (PT) vira meme após divulgar foto falsa de Bolsonaro com Vorcaro
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O deputado federal Rogério Correia esteve no centro de uma nova controvérsia política após publicar, e depois apagar, uma imagem gerada por inteligência artificial que associava personagens públicos ao caso envolvendo o Banco Master. A postagem, que circulou amplamente em registros nas redes sociais, incluiu referências ao ex-presidente Jair Bolsonaro, ao empresário Daniel Vorcaro e ao ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e provocou reações de diferentes setores.

Contexto da publicação de Rogério Correia

A imagem divulgada por Rogério Correia foi acompanhada de uma legenda que classificava o episódio como um retrato de supostas irregularidades envolvendo o Banco Master. No texto, o parlamentar sugeria responsabilização criminal dos citados, o que ampliou a repercussão do conteúdo. Embora a publicação tenha sido retirada posteriormente, capturas de tela continuaram a circular em plataformas digitais, mantendo o debate ativo.

A iniciativa gerou críticas de jornalistas, juristas e representantes políticos, que questionaram a associação direta feita sem apresentação de provas públicas. O episódio reacendeu discussões sobre o uso de inteligência artificial em conteúdos políticos e os limites da responsabilização nas redes sociais.

Reações políticas e jurídicas

Entre as respostas públicas, o ex-vereador Carlos Bolsonaro afirmou que acusações desse tipo, quando feitas sem comprovação, deveriam ser objeto de apuração formal. Segundo ele, o caso exigiria procedimentos semelhantes aos adotados em investigações sobre desinformação.

Já o advogado Fabio Wajngarten criticou o partido do parlamentar, classificando a postura como inadequada. As manifestações contribuíram para ampliar o alcance do debate, que passou a envolver também a responsabilidade de agentes públicos ao divulgar conteúdos potencialmente acusatórios.

Ausência de indícios contra Bolsonaro e Campos Neto

Apesar da associação sugerida na publicação, não há, até o momento, indícios que relacionem o ex-presidente Jair Bolsonaro ou o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto às irregularidades atribuídas ao Banco Master. O próprio Banco Central informou que não identificou falhas de fiscalização atribuíveis a Campos Neto durante o período em que esteve à frente da instituição.

Essa manifestação oficial foi usada por críticos da postagem para reforçar a inexistência de vínculos diretos entre as figuras citadas e os fatos investigados.

Investigações envolvendo o Banco Master

O empresário Daniel Vorcaro foi preso no mesmo período em que foi decretada a liquidação extrajudicial do Banco Master. As investigações apontam para a suposta emissão de Cédulas de Crédito Bancário sem lastro real, prática que pode configurar fraude contra o sistema financeiro nacional.

Executivos da instituição também são investigados, assim como clientes que mantinham relações comerciais com o banco. Entre eles está o Banco de Brasília, citado nos autos das apurações.

Atuação do Supremo Tribunal Federal

O caso tramita sob relatoria do ministro Dias Toffoli, no Supremo Tribunal Federal. As investigações buscam esclarecer a extensão das irregularidades e eventuais responsabilidades penais e administrativas relacionadas ao funcionamento do Banco Master.

Declarações do governo federal

Na semana anterior ao episódio envolvendo a publicação de Rogério Correia, o ministro da Fazenda Fernando Haddad afirmou que o atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, teria identificado rapidamente a gravidade da situação ao assumir o cargo. Segundo Haddad, a nova gestão acionou o Ministério Público e a Polícia Federal para apuração dos fatos.

O ministro declarou ainda que, em sua avaliação, não se trata de um problema de gestão, mas de possíveis crimes, e afirmou que não houve diálogo efetivo entre o Ministério da Fazenda e a gestão anterior do Banco Central sobre o tema.

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