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7 de junho de 2026 20:47

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OpiniãoMT > Blog > Saúde > Teste experimental em animais conseguiu eliminar o câncer de pâncreas
Saúde

Teste experimental em animais conseguiu eliminar o câncer de pâncreas

Estudo espanhol aponta terapia combinada capaz de eliminar tumores de câncer de pâncreas em camundongos, sem resistência ao tratamento.

última atualização: 29 de janeiro de 2026 15:24
Redação OPMT
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4 Minutos de Leitura
Teste experimental em animais conseguiu eliminar o câncer de pâncreas
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Uma pesquisa científica realizada na Espanha revelou resultados promissores no combate ao câncer de pâncreas, ao demonstrar a eliminação total de tumores pancreáticos em testes com camundongos. A estratégia adotada envolve uma combinação inédita de medicamentos que, além de provocar a regressão completa dos tumores, também evitou o surgimento de resistência ao tratamento, um dos maiores obstáculos enfrentados pela oncologia moderna.

Estudo espanhol apresenta resultados inéditos

O trabalho foi divulgado em dezembro de 2025 na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) e teve como coordenador o pesquisador Mariano Barbacid. Ele dirige o Grupo de Oncologia Experimental do Centro Nacional de Pesquisa Oncológica da Espanha (CNIO), instituição de referência internacional na área.

De acordo com os dados apresentados, os tumores pancreáticos desapareceram em diferentes modelos de camundongos após um período que variou entre três e quatro semanas de tratamento. O acompanhamento dos animais indicou que, mesmo após mais de 200 dias sem qualquer intervenção terapêutica, não houve recidiva da doença nem sinais de efeitos tóxicos associados ao uso dos medicamentos.

Como funciona a terapia para câncer de pâncreas

A terapia experimental se baseia na atuação conjunta de três substâncias farmacológicas que interferem diretamente nos mecanismos de crescimento das células tumorais. Um dos compostos tem como alvo o oncogene KRAS, amplamente reconhecido como um dos principais responsáveis pelo desenvolvimento do câncer de pâncreas.

Os outros dois medicamentos atuam sobre as proteínas EGFR e STAT3, envolvidas em rotas de sinalização fundamentais para a sobrevivência e a progressão dos tumores pancreáticos. A combinação dessas ações bloqueia diferentes frentes do crescimento tumoral, o que contribui para impedir o surgimento de resistência ao tratamento.

Panorama do câncer de pâncreas no Brasil

No contexto brasileiro, excluindo os tumores de pele não melanoma, o câncer de pâncreas ocupa a 14ª posição entre os tipos mais diagnosticados. Apesar de representar cerca de 1% dos casos, a doença responde por aproximadamente 5% das mortes relacionadas ao câncer no país.

Estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca) indicam que, somente em 2020, a doença foi responsável por 5.882 óbitos entre homens e 6.011 entre mulheres. Esses números colocam o câncer de pâncreas como o sétimo mais letal no público masculino e o quinto no feminino.

Perspectivas futuras da pesquisa

Embora os resultados laboratoriais sejam considerados relevantes, os pesquisadores ressaltam que o estudo ainda está em fase experimental. O próximo desafio consiste no aprimoramento das substâncias para garantir segurança e eficácia antes do início de testes clínicos em humanos.

Um aspecto destacado pela equipe é o fato de a regressão tumoral ocorrer sem a participação direta do sistema imunológico, o que sugere potencial eficácia mesmo em pacientes com imunidade comprometida. Segundo os cientistas, apesar das dificuldades esperadas no processo de adaptação para uso humano, os achados abrem novas possibilidades para ampliar as opções terapêuticas e melhorar a sobrevida de pacientes com câncer de pâncreas.

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