*Sêmia Mauad/ Opinião MT
Em uma resposta rápida aos desdobramentos da Operação Gorjeta, deflagrada pela Polícia Civil na última terça-feira, dia 27 de janeiro, a presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, vereadora Paula Calil (PL), oficializou a exoneração de dois servidores envolvidos no suposto esquema de corrupção. As decisões foram publicadas na edição mais recente da Gazeta Municipal.
QUEM SÃO OS SERVIDORES EXONERADOS
Os servidores exonerados ocupavam cargos de confiança dentro da estrutura parlamentar e, segundo as investigações da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), teriam papel ativo no esquema de desvio de emendas.
-Rubens Vuolo Junior: Atuava como chefe de gabinete do vereador Chico 2000 (PL).
-Joacyr Conceição Silva: Exercia a função de assessor parlamentar no gabinete do vereador Mário Nadaf (PV).
Além das exonerações, a presidência da Casa também oficializou o afastamento do vereador Chico 2000, cumprindo rigorosamente a ordem judicial expedida no âmbito da operação.
RESTRIÇÕES SEVERAS
A decisão da Justiça que embasou as exonerações impõe medidas cautelares rígidas para garantir que os investigados não interfiram na coleta de provas. Rubens e Joacyr estão agora impedidos totalmente de exercer qualquer cargo estatal, proibidos de entrar nas dependências da Câmara Municipal e da Secretaria Municipal de Esportes e de manter contato entre si, com outros investigados ou com testemunhas do caso.
O CONTEXTO DA OPERAÇÃO
A Operação Gorjeta apura a existência de uma organização criminosa que utilizava institutos sem fins lucrativos para “lavar” recursos provenientes de emendas parlamentares.
De acordo com a Polícia Civil, parte do dinheiro destinado ao Esporte e à Câmara retornava para os envolvidos na forma de “propina” ou “devoluções” ilegais.
O bloqueio de mais de R$ 676 mil e o sequestro de bens de luxo (veículos e imóveis) reforçam o volume financeiro movimentado pelo grupo.

