*Sêmia Mauad/ Opinião MT
O que deveria ser um momento de convivência familiar terminou em tragédia na manhã do último sábado, dia 17 de janeiro. Marile Guarienti Benatti, de 68 anos, foi morta pelo próprio filho, um homem de 45 anos, após ser atingida por um disparo de pistola no tórax. O crime ocorreu na residência da vítima, enquanto ambos consumiam bebidas alcoólicas.
De acordo com as informações apuradas, mãe e filho estavam juntos na casa de Marile quando o suspeito começou a manusear uma arma de fogo. Durante o manuseio, houve um disparo que atingiu a idosa em cheio na região do peito.
O esposo da vítima, que estava no local, prestou socorro, encaminhando Marile ao Hospital São Lucas. Apesar dos esforços médicos, a idosa não resistiu à gravidade do ferimento e morreu pouco tempo após dar entrada na unidade de saúde.
A Guarda Municipal foi acionada e conseguiu prender o autor do disparo em flagrante. Inicialmente, a arma não foi encontrada com ele, mas após diligências, o suspeito confessou o crime e indicou onde havia escondido a pistola: sobre um aparelho de ar-condicionado, no imóvel na Rua Maringá.
A polícia também realizou buscas no veículo do suspeito, que estava estacionado em frente à casa da mãe, onde localizou uma cartela contendo cinco munições intactas.
Um ponto crucial da investigação é que o homem de 45 anos não possui registro de posse ou porte de arma. Ele foi conduzido à delegacia e autuado em flagrante.
A Polícia Judiciária Civil já iniciou as investigações para determinar se o disparo foi acidental, como o manuseio pode sugerir, ou se houve intenção de matar, o que configuraria feminicídio/matricídio qualificado.

