*Sêmia Mauad/ Opinião MT
Mato Grosso está em primeiro lugar no Brasil em taxa de detecção de novos casos de hanseníase, conforme dados do Boletim Epidemiológico da Coordenadoria de Vigilância Epidemiológica. O estado, ao lado do Tocantins, compõe uma região classificada como hiperendêmica para a doença.
DADOS EM CUIABÁ E NO ESTADO
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Cuiabá mantém atualmente 1.154 pessoas em tratamento ativo contra a doença. De acordo com o Sistema de Informação em Saúde (SIR), entre 2019 e 2023, a capital foi o principal polo de investigação, sendo responsável por 47,56% de todas as amostras encaminhadas no estado. Sinop (16,26%) e Alta Floresta (11,79%) aparecem na sequência das notificações.
TRANSMISSÃO E SINTOMAS
A transmissão ocorre por gotículas respiratórias em contato próximo e prolongado, mas é interrompida logo após a primeira dose da medicação.
A Vigilância Epidemiológica orienta que, ao surgir qualquer mancha com perda de sensibilidade ao calor, dor ou tato, o cidadão deve procurar a unidade de saúde mais próxima imediatamente.
DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO
O diagnóstico precoce é essencial para quebrar a cadeia de transmissão e evitar deformidades físicas.
O tratamento é gratuito, oferecido pelo SUS nas 68 Unidades de Saúde da Família (USFs) de Cuiabá, com duração prevista entre seis e doze meses.

