O Governo Central apresentou em novembro um resultado fiscal pior do que o previsto pelo mercado financeiro. Segundo números oficiais divulgados pelo Tesouro Nacional, o déficit primário do mês alcançou R$ 20,1 bilhões, superando as estimativas de analistas, que apontavam um saldo negativo menor. Apesar do desempenho desfavorável, a equipe econômica segue confiante em uma melhora no fechamento do ano, impulsionada por receitas extraordinárias esperadas para dezembro.
Resultado fiscal do Governo Central em novembro
O desempenho negativo registrado pelo Governo Central no penúltimo mês do ano foi atribuído principalmente à combinação entre queda na arrecadação e crescimento das despesas. As receitas líquidas somaram R$ 166,9 bilhões em novembro, o que representa uma retração real de 4,8% na comparação com o mesmo período do ano anterior.
Enquanto as receitas apresentaram recuo, as despesas totais do Governo Central alcançaram R$ 187,1 bilhões. O valor representa um aumento real de 4% em relação a novembro do ano passado, ampliando o desequilíbrio das contas públicas no mês e contribuindo para o déficit superior ao projetado inicialmente pelo mercado.
Déficit acumulado do Governo Central em 2024
No acumulado do ano, o Governo Central registra um saldo negativo de R$ 83,8 bilhões. Esse resultado engloba as contas do Tesouro Nacional, da Previdência Social e do Banco Central, formando o consolidado das finanças federais. Quando são excluídas despesas que não entram no cálculo da meta fiscal, como os precatórios, o déficit acumulado é reduzido para R$ 40,4 bilhões.
A regra fiscal em vigor estabelece como objetivo um resultado primário neutro ao final do ano, com uma faixa de tolerância de até 0,25% do Produto Interno Bruto. Esse limite corresponde a aproximadamente R$ 31 bilhões, o que mantém o resultado acumulado dentro do intervalo permitido até o momento.
Expectativa de superávit em dezembro
Para dezembro, a projeção oficial do Tesouro Nacional indica um superávit em torno de R$ 20 bilhões. A estimativa considera o ingresso de receitas extraordinárias, incluindo o pagamento de dividendos próximos de R$ 13 bilhões. Com esse reforço no caixa, a expectativa é que o resultado anual do Governo Central se aproxime do centro da banda estabelecida pela regra fiscal.

