*Sêmia Mauad/ Opinião MT
O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) viveu um momento histórico na tarde da última terça-feira, 23 de dezembro. Em uma cerimônia marcada pela agilidade e pelo forte simbolismo institucional, o bacharel Alisson Carvalho de Alencar tomou posse como o novo conselheiro da Corte de Contas, tornando-se o primeiro membro de carreira do Ministério Público de Contas (MPC) a ocupar uma cadeira de conselheiro nos 72 anos de história do tribunal.
A solenidade foi realizada em ritmo de urgência devido à proximidade do recesso administrativo. O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, destacou a mobilização política necessária para viabilizar a nomeação e a posse em tempo recorde, garantindo que o pleno da Corte não iniciasse o próximo ano com desfalques.
“A definição ocorreu ontem [segunda-feira] no final da tarde. 23 deputados entenderam o chamamento. Não é fácil organizar uma sessão assim, mas fizemos para não deixar a cadeira vazia”, afirmou Sérgio Ricardo, elogiando a articulação com a Assembleia Legislativa.
Alisson Alencar deixa a chefia do Ministério Público de Contas, para assumir a vaga deixada pelo conselheiro Valter Albano. Sua ascensão representa um marco para a carreira técnica do MPC, que agora possui, pela primeira vez, um representante direto no corpo de conselheiros.
Alencar demonstrou consciência da responsabilidade e elogiou o patamar técnico da instituição.
“Meu compromisso é simples, assumo com extrema responsabilidade. O TCE de Mato Grosso é considerado o melhor do país pela sua atuação técnica”, declarou.
O novo conselheiro delineou as diretrizes que devem nortear seu mandato, focando na modernização da gestão pública mato-grossense, mas sem perder o foco no suporte aos gestores.
“Se o tribunal acerta é porque estamos orientando os gestores para que aprimorem a gestão pública e entreguem políticas públicas”.
Ele destacou como fundamental o investimento em tecnologia e inovação, especialmente para as gestões municipais, que muitas vezes enfrentam carências estruturais para a digitalização.
Alisson defendeu ainda um tribunal “humanizado”.
“Temos que nos colocar no papel de quem está administrando, entendendo as dificuldades da classe política e dos gestores”, ressaltou.

