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Leia: CCJC aprova projeto do Coronel Assis (União) que endurece regras para prisão domiciliar de líderes criminosos
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OpiniãoMT > Blog > Política > CCJC aprova projeto do Coronel Assis (União) que endurece regras para prisão domiciliar de líderes criminosos
Política

CCJC aprova projeto do Coronel Assis (União) que endurece regras para prisão domiciliar de líderes criminosos

Jornalista Mauad
Publicado em: 18 de dezembro de 2025
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3 Minutos de Leitura
Foto: Foto: Marcos Lopes
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*Sêmia Mauad/ Opinião MT

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados deu um passo decisivo para aumentar o rigor no sistema processual penal brasileiro. O colegiado aprovou o Projeto de Lei nº 4.206/2025, de autoria do deputado federal Coronel Assis (União Brasil-MT), que visa restringir a concessão de prisão domiciliar para criminosos de alta periculosidade.

A proposta recebeu parecer favorável do relator, o deputado Carlos Jordy (PL-RJ), e segue agora para as próximas etapas de tramitação no Congresso Nacional.

O objetivo central da proposta é alterar o Código de Processo Penal (CPP) para barrar a substituição da prisão preventiva pela domiciliar em casos que envolvam integrantes de milícias ou líderes de organizações criminosas.

Atualmente, brechas na interpretação da lei permitem que criminosos considerados perigosos consigam o benefício alegando questões de saúde, o que, segundo o autor do projeto, gera uma sensação de impunidade e coloca a ordem pública em risco.

De acordo com o texto aprovado, a prisão domiciliar para esses perfis de custodiados deixará de ser uma decisão baseada apenas em laudos particulares. O benefício só poderá ser concedido se uma junta médica oficial do Estado atestar a gravidade da condição de saúde e ficar comprovada a absoluta impossibilidade de tratamento adequado dentro do sistema prisional. O juiz ainda deve impor condições rigorosas de monitoramento eletrônico e vigilância.

Ex-comandante geral da Polícia Militar em Mato Grosso, o deputado Coronel Assis destacou que a medida busca proteger o cidadão de bem. Segundo ele, a proposta equilibra o direito à saúde do preso com a segurança da coletividade.

“A legislação atual permite interpretações que acabam favorecendo criminosos de alta periculosidade, comprometendo a credibilidade da Justiça. A sociedade não pode ficar refém. Vamos articular para que a aprovação no plenário seja célere e traga uma resposta imediata contra a impunidade”, declarou Assis.

Com a aprovação na CCJC, o projeto ganha força para ser pautado no Plenário da Câmara dos Deputados. Se aprovado, seguirá para o Senado Federal antes de seguir para sanção presidencial.

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