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23 de outubro de 2026 02:17

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OpiniãoMT > Blog > Mundo > Vladimir Putin adverte Trump e promete apoio militar à Venezuela
Mundo

Vladimir Putin adverte Trump e promete apoio militar à Venezuela

Putin alerta para consequências imprevisíveis ao Ocidente ao comentar crise na Venezuela, sanções dos EUA e negociações sobre a guerra na Ucrânia.

Redação OPMT
Publicado em: 17 de dezembro de 2025
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4 Minutos de Leitura
Vladimir Putin adverte Trump e promete apoio militar à Venezuela
Vladimir Putin, Presidente contínuo da Rússia. Imagem: OpiniãoMT.
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O governo da Rússia, sob a liderança de Vladimir Putin, voltou a endurecer o discurso contra os Estados Unidos e países aliados ao comentar o aumento das tensões internacionais envolvendo a Venezuela, a Ucrânia e o setor energético russo. Em nota oficial divulgada nesta quarta-feira (17), o Ministério das Relações Exteriores russo afirmou que a situação na América do Sul pode provocar impactos considerados imprevisíveis para o Ocidente, ampliando o clima de confronto diplomático entre Moscou e Washington.

Putin e o apoio russo ao governo venezuelano

A declaração ocorre dias após Putin manter uma conversa telefônica com o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. De acordo com informações divulgadas pelo Kremlin, o contato teve como objetivo reafirmar o respaldo político da Rússia ao governo venezuelano, que enfrenta pressões internacionais lideradas pelos Estados Unidos.

No início do mês, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, já havia indicado que Moscou estaria disposta a responder a eventuais pedidos de auxílio feitos por Caracas. A sinalização reforçou a posição do Kremlin de manter alianças estratégicas fora do eixo europeu, especialmente em regiões consideradas sensíveis para a política externa norte-americana.

Reação de Moscou a pressões internacionais

Autoridades russas interpretam as movimentações dos Estados Unidos na Venezuela como parte de uma estratégia mais ampla de contenção da influência russa em diferentes áreas do mundo. O governo de Moscou sustenta que ações desse tipo contribuem para elevar a instabilidade internacional e dificultam soluções diplomáticas.

Sanções dos EUA e críticas do Kremlin

Além da situação venezuelana, o governo russo reagiu à possibilidade de novas sanções impostas pelos Estados Unidos ao setor energético da Rússia. Segundo o Kremlin, medidas desse tipo prejudicam tentativas de diálogo bilateral e enfraquecem iniciativas diplomáticas em andamento.

Informações divulgadas por fontes da agência Bloomberg indicam que Washington estuda a adoção de novas restrições econômicas contra Moscou como forma de pressionar por avanços em um possível acordo de paz relacionado ao conflito na Ucrânia. O tema tem sido tratado como prioridade por autoridades norte-americanas e europeias.

Putin rebate acusações e fala em “histeria” do Ocidente

Em pronunciamento recente, Putin rejeitou alegações de que a Rússia represente uma ameaça direta à Europa. O presidente russo afirmou que países ocidentais atravessam um período de forte tensão interna, caracterizado, segundo ele, por uma reação exagerada diante das ações de Moscou.

Ainda de acordo com o líder russo, o Kremlin mantém disposição para cooperar com governos ocidentais em áreas de interesse comum. No entanto, ele reiterou que a Rússia não pretende abrir mão de seus objetivos estratégicos no Leste Europeu, especialmente no contexto da guerra na Ucrânia.

Rússia rejeita presença militar europeia na Ucrânia

Outro ponto abordado pelo governo russo foi a proposta de paz mencionada em reportagem do jornal The New York Times. Segundo o veículo, os Estados Unidos estariam discutindo um plano que prevê garantias de segurança à Ucrânia, com possível envolvimento militar de países europeus.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que a posição da Rússia sobre a presença de tropas estrangeiras em território ucraniano permanece inalterada. Segundo ele, Moscou considera essa hipótese inaceitável e mantém um entendimento claro sobre o tema.

Contatos diplomáticos e exigência de informações

O governo russo também negou que esteja prevista, nesta semana, a visita do enviado especial dos Estados Unidos, Steve Witkoff, a Moscou. Apesar disso, autoridades do Kremlin afirmaram esperar informações detalhadas sobre os desdobramentos das conversas entre representantes de Kiev e Washington, indicando que acompanham de perto as negociações em curso.

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