*Sêmia Mauad/ Opinião MT
Uma sessão do Tribunal do Júri que ocorria na 1ª Vara Criminal de Cuiabá na última segunda-feira, dia 15 de dezembro, foi marcada por um intenso bate-boca e precisou ser interrompida após um grave desentendimento entre a juíza presidente, Mônica Perri, e advogados de defesa.
O júri popular julgava o policial civil Mário Wilson Vieira da Silva Gonçalves, acusado de matar o policial militar Thiago de Souza Ruiz.
A confusão começou quando o advogado de defesa de Mário Wilson, Cláudio Dalledone Junior, expressou seu descontentamento com a condução da juíza Mônica Perri no caso. Enquanto Dalledone tentava concluir seu raciocínio, ele mencionou ter acionado a Comissão de Defesa das Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Mato Grosso (OAB-MT) devido à insatisfação com a atuação da magistrada.
Foi neste momento que a situação escalou. A juíza Mônica Perri respondeu de forma abrupta.
“Que se dane a OAB”. Em seguida, a juíza determinou que os advogados de defesa fossem retirados da sala de audiência.
O advogado Dalledone ainda mencionou a possibilidade de um impasse institucional por conta da postura da juíza, ao que ela retrucou, mantendo a postura desafiadora.
“Pode chamar a OAB”. Diante do clima tenso e da impossibilidade de prosseguir, a sessão do júri teve de ser interrompida.
SESSÃO REMARCADA E PROTESTO DA ADVOCACIA
A sessão do Tribunal do Júri foi remarcada para esta terça-feira, dia 16 de dezembro.

Em resposta ao incidente e à fala da juíza, um grupo de advogados realizou uma manifestação logo no início da manhã desta terça-feira em frente ao Fórum de Cuiabá.
O protesto visa defender as prerrogativas da advocacia e repudiar a conduta da juíza Mônica Perri, que atacou a instituição que representa a classe.
VEJA VÍDEO DO BATE-BOCA

