*Sêmia Mauad/ Opinião MT
Marcelo Nascimento da Rocha, conhecido nacionalmente como Marcelo VIP e famoso por ser um dos maiores golpistas do Brasil, morreu na última terça-feira, dia 9 de dezembro, em Curitiba (PR), aos 49 anos. A causa da morte não foi detalhada.
Com uma trajetória marcada por crimes audaciosos, prisões e fugas cinematográficas, Marcelo VIP chegou a cumprir parte de extensas penas na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, por quatro anos.
Marcelo Nascimento da Rocha ganhou notoriedade nacional e internacional em 2001, quando aplicou o golpe mais famoso de sua carreira. Em uma festa de alto luxo em Recife (PE), ele se passou por Henrique Constantino, um dos herdeiros fundadores da Gol Linhas Aéreas.
A farsa foi tão convincente que Marcelo concedeu entrevistas como celebridade a diversos programas de televisão na época.
A história de vida dele e o golpe ousado foram contados no filme “VIPs – Histórias reais de um mentiroso”, lançado em 2011 e estrelado pelo ator Wagner Moura, o que o tornou uma figura culturalmente conhecida no país.
HISTÓRICO CRIMINAL
O currículo criminal de Marcelo VIP incluía condenações por uma série de delitos graves, demonstrando sua periculosidade e habilidade em burlar o sistema. Ele acumulou condenações por associação ao tráfico, roubo de avião, estelionato e falsidade ideológica.
Ao longo da vida, protagonizou seis fugas do sistema prisional, consolidando reputação de golpista de alto nível.
Em 2018, Marcelo foi novamente preso durante a Operação Regressus, deflagrada por forjar documentos para conseguir a progressão de regime de pena.
Nos últimos anos, Marcelo VIP havia buscado uma nova trajetória como palestrante e escritor e, em 2016, chegou a atuar como empresário e promotor de eventos.

