O contrato firmado entre o Banco Master e o escritório comandado pela mulher de Moraes, Viviane Barci de Moraes, levantou novas discussões após a divulgação de documentos apreendidos pela Polícia Federal. A remuneração prevista no acordo chamou atenção pelo valor elevado e pela duração estendida.
Contrato do escritório da mulher de Moraes previa pagamentos milionários
O acordo entre o Master e o escritório Barci de Moraes Advogados, liderado pela mulher de Moraes, estabelecia um total de R$ 129 milhões, a serem pagos ao longo de 36 meses, com início em 2024. Segundo os documentos apreendidos, o repasse mensal seria de R$ 3,6 milhões, destinados à prestação de serviços jurídicos de caráter amplo.
A firma, que também conta com dois filhos do ministro entre seus integrantes, teria sido contratada para representar o banco em diferentes temas jurídicos, conforme a demanda. O contrato, segundo apuração jornalística, não especificava uma causa única ou determinada.
Documento encontrado no celular do dono do Master
A cópia digital do contrato foi localizada no celular do empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. O material foi apreendido durante a Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal no mês passado. A operação investiga possíveis irregularidades e envolveu buscas em diferentes endereços ligados ao setor financeiro.
As informações vieram à tona após reportagem da colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo. A jornalista informou ter procurado tanto o ministro quanto o escritório da mulher de Moraes, mas até o momento não houve retorno. A reportagem será atualizada caso haja manifestação oficial.
Contratação tinha escopo amplo de atuação
De acordo com o levantamento feito por Malu Gaspar, o contrato tinha como objetivo permitir que o escritório da mulher de Moraes atuasse em múltiplas frentes jurídicas de interesse do banco. A representação poderia abranger diversas questões, conforme surgissem, o que justificaria, segundo o documento, o valor elevado do acordo.
Outra informação relacionada ao ministro repercutiu em setembro, quando a coluna de Igor Gadelha, do portal Metrópoles, revelou que a família de Moraes comprou uma mansão de 725 m² no Lago Sul, área nobre de Brasília. O imóvel custou R$ 12 milhões, pagos à vista.
A divulgação do contrato envolvendo o escritório da mulher de Moraes e o Banco Master provocou novos questionamentos sobre a relação entre autoridades e instituições privadas. Com a apreensão do documento pela Polícia Federal e o avanço das investigações, mais detalhes sobre o acordo e o contexto da contratação poderão ser esclarecidos nas próximas semanas.

