O governo dos Estados Unidos anunciou novas restrições migratórias envolvendo países classificados como pertencentes ao Terceiro Mundo, após um ataque envolvendo um cidadão afegão nas proximidades da Casa Branca. A medida amplia ações já adotadas pela administração americana e reforça a política de endurecimento nas fronteiras.
Suspensão de imigração de países do Terceiro Mundo
O presidente Donald Trump afirmou que determinou a suspensão permanente da entrada de imigrantes provenientes do que chamou de países do Terceiro Mundo. Segundo o mandatário, a decisão tem como objetivo reorganizar o sistema migratório e limitar novas admissões.
Trump declarou que pretende impedir a migração de indivíduos que, segundo ele, não contribuiriam economicamente ou não demonstrariam vínculo com os valores nacionais. O presidente também mencionou possíveis revisões em benefícios federais destinados a não cidadãos, além da intenção de deportar estrangeiros considerados ameaça à segurança ou “incompatíveis com a civilização ocidental”.
Revisão de green cards e lista de países analisados
Um dia antes do anúncio, o governo já havia iniciado uma reavaliação dos green cards concedidos a cidadãos de 19 nações. A lista foi divulgada pelo diretor dos Serviços de Cidadania e Imigração dos EUA, Joe Edlow, que classificou esses locais como “países de preocupação especial”.
Países incluídos na revisão
Entre os países citados estão Afeganistão, Cuba, Haiti, Irã, Líbia, Mianmar, Somália, Sudão, Venezuela e Iêmen, além de outros que, segundo o governo, apresentam risco elevado em questões de segurança. O processamento de solicitações de imigração de afegãos já estava suspenso por tempo indeterminado.
Aumento nas operações de deportação
Paralelamente às novas restrições, agentes adicionais de imigração foram enviados para grandes centros urbanos dos EUA. Dados do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) indicam que mais de dois terços das cerca de 53 mil pessoas detidas até meados de novembro não tinham histórico criminal.
As mudanças foram aceleradas após o ataque em Washington, atribuído a Rahmanulah Lakanwal, de 29 anos, imigrante afegão que, segundo autoridades, teria trabalhado anteriormente para forças americanas em Cabul.
Informações divulgadas pela Fox News apontam que Lakanwal recebeu autorização de entrada nos EUA após colaborar com a CIA e com o Exército americano. Ele chegou ao país em 2021, solicitou asilo três anos depois e teve o pedido aprovado em abril deste ano. De acordo com o Departamento de Segurança Interna, ele teria agido sozinho no ataque que deixou um militar morto e outro ferido.

