*Sêmia Mauad/ Opinião MT
O Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de Mato Grosso (Cira-MT) deflagrou, na manhã desta quinta-feira, dia 27 de novembro, a Operação Cana Caiada.
O objetivo da ação é combater crimes contra a ordem tributária e desmantelar um complexo esquema de blindagem patrimonial e fraudes fiscais operado por um grupo econômico ligado ao setor de destilarias de álcool.
A operação cumpriu 10 mandados de busca e apreensão contra pessoas físicas e jurídicas nas cidades de Cuiabá e São Paulo (SP).

Para garantir a recuperação dos valores sonegados aos cofres públicos estaduais, a Justiça determinou o bloqueio e sequestro de bens móveis, imóveis, veículos e embarcações, cujo valor total pode chegar a R$ 120 milhões.
As investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada de Crimes Fazendários (Defaz) da Polícia Civil e pela 14ª Promotoria de Justiça Criminal, apontam que o grupo utilizava um sistema sofisticado para sonegar tributos estaduais.
O principal foco da investigação é o modus operandi do grupo, que implementou uma estrutura de blindagem patrimonial aliada a fraudes fiscais. Essa prática consistia em dificultar a cobrança dos impostos devidos ao Estado, ocultando o patrimônio real e a movimentação financeira.

A Operação Cana Caiada contou com o apoio de diversas unidades especializadas da Polícia Civil de Mato Grosso, incluindo a Deccor, GCCO, Denarc, Dema, Delegacia de Estelionato de Várzea Grande e DHPP, além da colaboração da Polícia Civil de São Paulo (PCSP).
O Cira-MT é um organismo de atuação conjunta que reúne o Ministério Público Estadual (MPMT), Procuradoria-Geral do Estado (PGE), Controladoria-Geral do Estado (CGE), Secretaria de Estado de Segurança Pública (SESP/PJC-Defaz) e Secretaria de Fazenda (Sefaz), demonstrando a força-tarefa no combate à sonegação fiscal em larga escala no estado.

