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Leia: Governo Lula avalia assistência a familiares de mortos em Megaoperação no Rio
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21 de outubro de 2026 23:08

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OpiniãoMT > Blog > Governo Lula > Governo Lula avalia assistência a familiares de mortos em Megaoperação no Rio
Governo Lula

Governo Lula avalia assistência a familiares de mortos em Megaoperação no Rio

Governo Lula estuda prestar assistência a familiares de 117 mortos em megaoperação no Rio, mas teme repercussões políticas e associação ao crime.

Redação OPMT
Publicado em: 4 de novembro de 2025
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3 Minutos de Leitura
Governo Lula avalia assistência a familiares de mortos em Megaoperação no Rio
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O governo federal, sob a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, analisa a possibilidade de oferecer assistência a familiares dos 117 suspeitos mortos durante a megaoperação policial realizada pelo governo de Cláudio Castro, no Rio de Janeiro. A iniciativa tem sido defendida pela ministra dos Direitos Humanos, Macaé Evaristo, que se manifesta favoravelmente a um apoio formal da União às famílias atingidas pela ação.

No entanto, o Palácio do Planalto avalia a proposta com cautela. O receio é que a medida possa gerar interpretações negativas na opinião pública, levando à associação do governo Lula com o tráfico de drogas ou com o crime organizado. Por isso, a tendência mais provável, segundo interlocutores do governo, é que a assistência a familiares não seja efetivamente concedida pela União.

Divergências internas e cautela política

Dentro do governo, há divergências sobre até que ponto o Executivo federal deve se envolver na questão. Alguns assessores argumentam que o apoio deveria partir do próprio governo estadual, uma vez que a operação foi planejada e executada sob a responsabilidade do estado do Rio de Janeiro.

Outros membros da administração, porém, destacam que a ação resultou em elevado número de mortes e afetou diretamente comunidades vulneráveis, o que justificaria uma atuação da União no campo humanitário, por meio de programas sociais e de assistência a familiares das vítimas.

Visita ao Complexo da Penha

Na última quinta-feira (30), a ministra Macaé Evaristo esteve no Complexo da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro, onde a operação foi realizada. Durante a visita, ela ouviu relatos de moradores e familiares sobre os desdobramentos da ação policial.

A ministra classificou a operação como “um fracasso”, enfatizando que a violência não resolve o problema da criminalidade nas comunidades. A agenda também contou com a presença da ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, que reforçou a necessidade de políticas públicas voltadas à proteção de direitos humanos e à reparação das famílias afetadas.

Repercussões e críticas à operação

A megaoperação, considerada uma das mais letais da história do Rio de Janeiro, gerou repercussões nacionais e internacionais. Organizações de direitos humanos pediram investigação independente sobre o caso, apontando possíveis excessos por parte das forças de segurança.

Em entrevista nesta terça-feira (4), Lula chamou de ‘chacina’ o que houve no Rio de Janeiro.

Ao mesmo tempo, setores ligados à segurança pública defendem que a ação foi necessária para conter o avanço do tráfico nas comunidades dominadas por facções. O impasse entre esses dois posicionamentos contribui para que o governo federal adote uma postura prudente em relação à eventual assistência a familiares dos mortos.

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