*Sêmia Mauad/ Opinião MT
O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), voltou a se manifestar sobre a megaoperação realizada no Rio de Janeiro contra o crime organizado, defendendo a atuação das forças de segurança e cobrando uma reação forte e unificada do país contra as facções.
Mauro Mendes ressaltou que o Estado precisa demonstrar sua autoridade, mas ponderou que a ação precisa ser firme, sem tolerar a violência contínua dos criminosos.
“Espero que as autoridades tenham competência para isso e coloquem um freio. O Estado tem que mostrar a sua mão forte. Não é matando, mas também não é deixando os bandidos ficarem matando como acontece por aí,” declarou o governador.
O governador criticou a disparidade no debate público, que muitas vezes foca nas mortes durante confrontos com a polícia, ignorando a violência praticada diariamente pelo crime organizado. Mauro Mendes citou atos bárbaros cometidos por facções como evidência da urgência de uma reação estatal.
“Cabeças são cortadas, corações são arrancados, todos os dias no Brasil, isso que é um absurdo. Se eles enfrentaram as Forças de Segurança lá no Rio, levaram a pior, mas foi uma escolha que eles fizeram. Aquelas pessoas não precisavam morrer, mas também não precisava as facções matarem quase 100 pessoas por dia. Temos que parar com isso, temos que botar um freio nas facções” enfatizou.
Para o governador, o foco da discussão deve ser a necessidade de uma reação contundente para conter o avanço dessas organizações.
AVISO FORTE: “EM MATO GROSSO, BANDIDOS VÃO SE FERRAR”.
Mauro Mendes aproveitou o contexto nacional para reforçar a postura de enfrentamento adotada pelas forças de segurança de Mato Grosso. Ele garantiu que as polícias do estado estão preparadas para lidar com qualquer tipo de reação criminosa.
“Se aqui tiver confronto, os bandidos vão se ferrar, porque a polícia está bem preparada para enfrentar reação,” alertou o chefe do Executivo estadual.
Ele diferenciou a ação policial baseada na lei do confronto gerado por criminosos:
“Não enfrentou? O bandido vai ser preso, entregue à Justiça e vai ser julgado de acordo com as leis brasileiras. Tenho certeza que o Brasil precisa reagir fortemente a essas facções criminosas, porque senão vai continuar acontecendo isso”, concluiu ele.

