*Sêmia Mauad/ Opinião MT
Um caso chocante de intoxicação por metanol resultou na perda irreversível da visão de um jovem de 24 anos em Várzea Grande. O rapaz, que participava de uma confraternização com amigos na região do Parque do Lago, ingeriu um uísque de procedência duvidosa no último dia 12 de outubro. A substância, extremamente tóxica, causou uma lesão ocular grave e permanente, levando-o à cegueira.
O consumo de bebidas alcoólicas adulteradas com metanol, um álcool industrial de baixo custo, é uma emergência médica gravíssima. Neste caso, a complicação mais temida se concretizou: o paciente desenvolveu uma lesão ocular irreversível, caracterizada por uma inflamação severa do nervo óptico, resultando na cegueira, uma das sequelas mais devastadoras da intoxicação.
O jovem começou a sentir os primeiros sinais do envenenamento já no dia seguinte à ingestão da bebida, em 13 de outubro. No entanto, ele só procurou atendimento médico na última quinta-feira, dia 16, quatro dias após o consumo.
Os sintomas apresentados eram típicos de uma intoxicação por metanol: visão turva, confusão mental, dor abdominal, sonolência, lentidão e vômitos. A demora em buscar assistência pode ter sido um fator crucial para o avanço do quadro clínico, pois o tratamento imediato é vital para reverter ou minimizar os danos causados.
Inicialmente, o paciente foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da UPA Ipase, em Várzea Grande, e, em seguida, transferido para o Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) para tratamento especializado. A Vigilância Epidemiológica do município agiu prontamente, realizando a coleta de sangue para análise laboratorial. O Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde de Mato Grosso (CIEVS-MT) confirmou posteriormente a intoxicação por metanol.
As autoridades sanitárias de Várzea Grande agora concentram esforços na tentativa de rastrear a origem da bebida adulterada, crucial para evitar que outras pessoas sejam expostas ao mesmo risco.
O jovem confirmou às autoridades ter ingerido a bebida durante a confraternização. As investigações apontam para um amigo dele, que teria sido o responsável pela compra do uísque. No entanto, esta testemunha-chave ainda não foi localizada pelas autoridades.

