*Sêmia Mauad/ Opinião MT
Um paciente, morador de Várzea Grande, com suspeita de intoxicação por metanol foi transferido para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá (HPSMC), onde permanece em observação clínica e monitoramento intensivo.
O caso foi notificado pelo município de Várzea Grande após o paciente receber o atendimento inicial em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) vizinha.
Apesar da transferência para a UTI, o estado de saúde do paciente, que está internado no antigo Pronto-Socorro, é considerado estável. A equipe médica informou que ele está acordado, conversando, alimentando-se normalmente e respirando sem a necessidade de suporte de oxigênio. No entanto, devido à gravidade potencial da intoxicação por metanol, o monitoramento clínico rigoroso é essencial.
O diagnóstico de intoxicação ainda depende de confirmação laboratorial. Amostras de sangue do paciente foram coletadas para a análise de dosagem de metanol, que será realizada pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).
Em resposta à onda de casos suspeitos e para garantir a segurança dos pacientes, Mato Grosso recebeu do Ministério da Saúde um lote do medicamento fomepizol, o antídoto específico para intoxicação por metanol.
O estado recebeu 28 doses do medicamento, que estão armazenadas no Centro de Informação e Assistência Toxicológica (Ciatox) em Cuiabá, prontas para serem utilizadas em casos de confirmação.
O fomepizol é crucial no tratamento, pois sua função é bloquear a transformação do metanol em substâncias altamente tóxicas no organismo, como o formaldeído e o ácido fórmico. São essas substâncias que causam complicações graves, como cegueira e, em casos mais severos, a morte.

