*Sêmia Mauad/ Opinião MT
A Polícia Civil de Mato Grosso, através da Delegacia de Mirassol D’Oeste, deflagrou a Operação Véu Caído, nesta quinta-feira, dia 2 de outubro. O objetivo da ação policial é desarticular a cúpula de uma facção criminosa responsável por uma aterrorizante sequência de crimes na região da fronteira oeste de Mato Grosso com a Bolívia.

A investigação revelou a extrema gravidade da atuação do grupo criminoso. Os gerentes da facção são acusados de serem os mandantes de pelo menos 22 homicídios consumados entre os anos de 2024 e 2025. Desse total, 15 assassinatos ocorreram no primeiro ano, e sete no segundo, demonstrando um padrão brutal de violência e controle territorial.
Além dos assassinatos, a facção é amplamente investigada por atuar ativamente no tráfico de drogas e em outros delitos interligados.
OPERAÇÃO VÉU CAÍDO: RESPOSTA EM AÇÃO
Para combater a alta periculosidade e a dimensão dos crimes cometidos, a Polícia Civil mobilizou a Operação Véu Caído, que teve como objetivo central atingir a estrutura de comando da organização.
A ação resultou no cumprimento de 13 mandados de prisão temporária e 11 mandados de busca e apreensão. Além das ordens de prisão, a Justiça também determinou medidas de sequestro de bens e a quebra de sigilo bancário e fiscal dos envolvidos, visando descapitalizar e paralisar as atividades financeiras do grupo criminoso.
Importante destacar que seis dos mandados de prisão foram cumpridos dentro de quatro unidades prisionais do Estado, indicando que os criminosos continuavam comandando as ações de dentro do sistema penitenciário.
Os mandados foram cumpridos em diversas cidades do estado. Os alvos foram localizados em Rondonópolis, Várzea Grande, Mirassol D’Oeste, Araputanga e Cáceres.
INVESTIGAÇÃO E AÇÃO CONJUNTA
O sucesso da Operação Véu Caído é resultado de um minucioso trabalho de inteligência e cooperação entre diversas forças de segurança. A Delegacia de Polícia de Mirassol D’Oeste, que conduziu as investigações, contou com a participação fundamental do Ministério Público, da inteligência do 17º Batalhão da Polícia Militar, e do apoio das Delegacias de Cáceres e Araputanga para identificar, localizar e prender os membros da quadrilha.
O esforço conjunto dessas instituições foi determinante para reunir as provas que apontaram os investigados como os gerentes responsáveis por determinar a execução das 22 vítimas, permitindo à Justiça emitir as ordens necessárias para a desarticulação do grupo.
O trabalho da Polícia Civil segue em andamento para a completa responsabilização dos acusados e para a continuidade do combate ao crime organizado na região de fronteira.

