*Sêmia Mauad/ Opinião MT
A Polícia Federal (PF) deflagrou na última quinta-feira, dia 18 de setembro, a Operação Extractus II, com o objetivo de desarticular um complexo esquema de lavagem de dinheiro em Cuiabá.
O foco da ação é o empresário Lincon Castro da Silva, do ramo de comércio varejista de bebidas, apontado pelas investigações como o líder do esquema. Um carro de luxo, modelo Porsche prata, foi apreendido em um condomínio da capital.
Esta é a segunda fase da operação, iniciada em julho, que visa combater o fluxo de dinheiro ilícito proveniente do tráfico de drogas. As investigações revelaram um sofisticado esquema de fachada. Narcotraficantes de diferentes partes do país enviavam quantias milionárias a intermediários. Esses valores, então, eram repassados a distribuidoras de bebidas controladas pelos criminosos, sob a justificativa de aquisição de grandes volumes de mercadorias.
A PF comprovou que essa era apenas uma manobra para dar uma aparência de legalidade às transações. Os investigadores não encontraram documentação fiscal que correspondesse aos depósitos, e os comprovantes de entrega das bebidas eram inexistentes. Além disso, as empresas que supostamente compravam as bebidas não existiam.
Diante das evidências, a Justiça autorizou um mandado de prisão preventiva contra Lincon Castro da Silva. O empresário, no entanto, é considerado foragido da Justiça. Durante o cumprimento do mandado no condomínio de luxo Florais dos Lagos, a polícia apreendeu um Porsche prata, que, segundo as autoridades, estaria ligado ao esquema criminoso.
Lincon já havia sido alvo da primeira fase da operação em julho, que resultou na prisão de intermediários em Cuiabá e Cáceres.
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