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Leia: Justiça Federal suspende ação de reintegração de posse que cita deputado Gilberto Cattani
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6 de setembro de 2026 08:08

OpiniãoMT > Blog > Gilberto Cattani > Justiça Federal suspende ação de reintegração de posse que cita deputado Gilberto Cattani
Gilberto Cattani

Justiça Federal suspende ação de reintegração de posse que cita deputado Gilberto Cattani

Jornalista Mauad
Publicado em: 8 de setembro de 2025
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4 Minutos de Leitura
Foto: Reprodução
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A Justiça Federal de Diamantino decidiu suspender, por tempo indeterminado, a ação de reintegração de posse movida por Fábio Bresio contra o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) e outras três pessoas.

A medida foi tomada porque o Incra entrou com um processo relacionado à mesma área.

COMO COMEÇOU A DISPUTA

Em fevereiro de 2021, Fábio entrou na Justiça afirmando ser o verdadeiro ocupante do lote 266, conhecido como Sítio Água Viva, no assentamento Pontal do Marape, em Nova Mutum/MT.

Ele diz que mora e trabalha na terra desde 2012 e que, em 2013, foi oficialmente reconhecido pelo Incra como beneficiário da área.

Segundo Fábio, em 2019, enquanto participava de um casamento, sua propriedade foi tomada por Arnaldo Pozzebon, que teria retirado seus pertences.

O QUE DIZEM OS ACUSADOS

Arnaldo, Vinícius e Ane Carolina (esposa de Vinícius) alegam que não ocuparam ilegalmente a área e questionam até o valor do processo.

Cattani afirma que nunca tentou ficar com o lote. Ele diz que sua única participação foi como presidente da associação, que fazia indicações de áreas livres conforme listas fornecidas pelo Incra.

Segundo as informações, a participação de Cattani teria se restringido ao período em que presidia a associação, responsável por representar interesses do Incra.

O próprio Incra, em sua manifestação, não citou o parlamentar como parte envolvida.

O órgão federal reforçou que a área pertence a terceiros, o que segundo ele, torna a ação inicial “descabida” e com “contornos políticos” que poderiam desgastar a imagem do deputado.

Cattani também criticou uma reportagem publicada pela Gazeta Digital, que teria afirmado que ele buscava a posse do lote, e classificou a matéria como inverídica, não mostrando a realidade dos fatos, sendo assim utilizada para denegrir sua imagem enquanto deputado e cidadão.

“Isso é mentira, Nunca pleiteei esse lote de forma alguma”, disse o deputado, classificando a publicação como “fake news” e difamatória.

O QUE JÁ ACONTECEU NO PROCESSO

2021: Fábio pediu uma decisão rápida (liminar) para retomar o lote, mas a Justiça negou. Recursos também foram rejeitados.

2022: os réus apresentaram defesa.

2023: o caso saiu da Justiça Estadual e passou para a Justiça Federal.

2024: o juiz negou novo pedido de Fábio e deu prazo para o Incra se manifestar. O órgão entrou com outro processo sobre a área.

2025: o juiz suspendeu a ação de Fábio até que a ação do Incra seja julgada.

O Ministério Público Federal informou que não tem interesse em participar do caso.

Pelas regras da reforma agrária, a terra só passa a ser propriedade definitiva do agricultor depois da emissão do título pelo Incra.

Até lá, não pode ser vendida, arrendada ou repassada a terceiros.

Mas Fabio afirmou que iria receber uma quantia de R$ 550 Mil reais pela área, mas segundo ele nunca recebeu este valor pela área

Com a suspensão o processo deve ficar parado até que a Justiça analise o pedido do Incra.

*Alecsander Coelho/ Imprensa Digital

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