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Leia: Desequilíbrio fiscal e juros altos: economia brasileira mostra sinais de desaceleração
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21 de outubro de 2026 21:54

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OpiniãoMT > Blog > Economia > Desequilíbrio fiscal e juros altos: economia brasileira mostra sinais de desaceleração
Economia

Desequilíbrio fiscal e juros altos: economia brasileira mostra sinais de desaceleração

A economia brasileira apresentou queda no ritmo de crescimento, com mercado de trabalho mais lento, inadimplência alta e Selic elevada.

Redação OPMT
Publicado em: 1 de setembro de 2025
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3 Minutos de Leitura
Desequilíbrio fiscal e juros altos: economia brasileira mostra sinais de desaceleração
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A economia brasileira, que vinha demonstrando resiliência nos últimos meses, começa a dar sinais claros de desaceleração. Os indicadores mais recentes revelam que o ritmo de crescimento está se enfraquecendo, com reflexos no mercado de trabalho, no crédito e nas projeções de inflação.

A desaceleração da economia brasileira

Em julho, foram abertas 129,7 mil vagas formais, número 32% menor em comparação com o mesmo mês de 2024. Entre janeiro e julho, o saldo de empregos chegou a 1,347 milhão, uma redução de 10,3% frente ao mesmo período do ano passado. Apesar disso, a taxa de desemprego permanece baixa, em 5,8%, o que demonstra uma desaceleração mais moderada, sem forte movimento de demissões. Ainda assim, os salários não apresentaram crescimento relevante nesse período.

Outro ponto de alerta para a economia brasileira é a inadimplência. Entre as famílias, o índice chegou a 6,5%, o maior desde 2013. Considerando também as empresas, a taxa atingiu 5,2%, recorde desde 2017. Ao mesmo tempo, as concessões de novos financiamentos têm perdido fôlego, sinalizando restrição de crédito e impacto direto no consumo.

Confiança em queda nos setores produtivos

A confiança de empresários e consumidores vem apresentando retração nos últimos meses. A expectativa é de que a atividade econômica permaneça praticamente estagnada no segundo semestre, acompanhando a perda de ritmo observada nos principais setores produtivos.

O peso da taxa Selic na economia brasileira

A taxa básica de juros, mantida em 15% ao ano pelo Banco Central, tem sido um dos principais fatores de contenção. O objetivo é controlar a inflação diante do aumento dos gastos públicos, mas o efeito colateral é a redução de investimentos e consumo. Apesar disso, revisões recentes para baixo nas projeções de inflação podem abrir espaço para cortes na Selic em breve.

Com a valorização do real e a queda nos preços de alimentos, o mercado financeiro reduziu a previsão do IPCA para 2025, agora em 4,86%. Para os próximos dois anos, as expectativas também estão em queda. O Comitê de Política Monetária (Copom) prevê convergência da inflação para 3,4% nesse horizonte.

O contexto externo pode contribuir para a economia brasileira. O Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, sinaliza cortes de juros, o que pode aliviar pressões cambiais e atrair recursos para economias emergentes, incluindo o Brasil.

Perspectivas e desafios

Analistas projetam que o Banco Central brasileiro possa reduzir a Selic ainda este ano, mas de forma gradual. As estimativas atuais apontam para 12,5% até 2026, nível ainda considerado elevado para estimular o crescimento de forma robusta. A trajetória poderia ser mais expressiva se houvesse maior disciplina fiscal por parte do governo.

A possível queda da Selic pode trazer algum alívio, mas os desafios fiscais e o cenário eleitoral mantêm incertezas sobre a velocidade dessa recuperação.

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