Ao utilizar o nosso site, Você concorda com a nossa Politica de Privacidade e com os nossos Termos de Uso.
Concordo
OpiniãoMTOpiniãoMTOpiniãoMT
  • Início
  • Artigos
  • Brasil
  • Cuiabá
  • Curiosidades
  • Diversão e Arte
  • Economia
  • Polícia
  • Política
  • Nosso PolCast
Leia: Volkswagen é condenada em R$ 165 milhões por trabalho escravo no Brasil
Compartilhar
Notification
OpiniãoMTOpiniãoMT
  • Brasil
  • Cuiabá
  • Curiosidades
  • Diversão e Arte
  • Economia
  • Polícia
  • Política
  • Tech
  • Nosso PolCast
Siga-nos
  • Contato
  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos de Uso
© 2024 OpiniãoMT. Todos os Direitos Reservados.
Destaques
Homem de 35 anos é baleado por policial penal durante entrega de celular perdido no bairro CPA IV, em Cuiabá; VEJA VÍDEO
Ananias defende vice com papel de gestão efetiva no PL e aponta aprendizado com atritos municipais para definir chapa ao Governo
Câmara dos EUA aprova US$ 95 bilhões para guerra contra o Irã
Petróleo ultrapassa US$ 100 com escalada da guerra entre EUA e Irã
Wellington Fagundes compreende afastamento de prefeitos do PL; VEJA VÍDEO

24 de julho de 2026 00:50

OpiniãoMT > Blog > Brasil > Volkswagen é condenada em R$ 165 milhões por trabalho escravo no Brasil
Brasil

Volkswagen é condenada em R$ 165 milhões por trabalho escravo no Brasil

Justiça do Trabalho condenou a Volkswagen a pagar R$ 165 milhões por exploração de trabalhadores no Pará durante a ditadura militar.

Redação OPMT
Publicado em: 31 de agosto de 2025
Compartilhar
4 Minutos de Leitura
Volkswagen é condenada em R$ 165 milhões por trabalho escravo na ditadura
A montadora já anunciou que recorrerá, mas, até o trânsito em julgado. Imagem: Divulgação Volkswagen.
Compartilhar

A Justiça do Trabalho no Pará condenou a Volkswagen a pagar R$ 165 milhões em indenização por violações relacionadas a trabalho escravo em uma fazenda de gado no sul do estado, durante o período da ditadura militar. A montadora afirmou que recorrerá da decisão e negou responsabilidade direta pelos fatos.

Condenação da Volkswagen

A sentença foi proferida pela Vara do Trabalho de Redenção (PA) e determina que a empresa faça um pedido público de desculpas à sociedade e aos trabalhadores atingidos. O juiz Otávio Bruno da Silva Ferreira ressaltou que a ausência de responsabilização formal no passado não impede que a Justiça do Trabalho atue em ações civis públicas envolvendo violações graves de direitos humanos.

A ação foi movida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), que acusa a Volkswagen do Brasil de práticas como aliciamento de trabalhadores, endividamento forçado, condições degradantes de moradia e exploração em regime de escravidão. Os fatos teriam ocorrido entre 1974 e 1986 na fazenda Vale do Cristalino, em Santana do Araguaia (PA).

Defesa da empresa

Em sua manifestação, a Volkswagen alegou que não contratou diretamente os trabalhadores e que não mantinha vínculos formais com intermediários. A montadora informou ainda que, à época, investigações conduzidas pela Polícia Civil do Pará não identificaram irregularidades atribuídas à companhia.

Apesar disso, o juiz destacou que a falta de responsabilização anterior não afasta a obrigação do Estado de reavaliar casos quando surgirem novos elementos. Ele citou como precedente a decisão da Corte Interamericana de Direitos Humanos sobre a Fazenda Brasil Verde, que tratou de violações semelhantes.

Histórico de violações reconhecidas

O caso não é o primeiro envolvendo a Volkswagen no Brasil. Em 2020, a empresa assinou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o MPT, o Ministério Público Federal e o MP-SP, reconhecendo perseguições e torturas contra ex-funcionários em sua fábrica de São Bernardo do Campo (SP) durante a ditadura. Na ocasião, aceitou pagar R$ 36 milhões em compensações.

No processo atual, a montadora alegou que esse acordo encerraria qualquer discussão sobre o período militar, mas a Justiça entendeu que os fatos investigados no Pará eram distintos, envolvendo especificamente o recrutamento e a exploração de trabalhadores rurais.

Segundo a decisão, os R$ 165 milhões deverão ser destinados ao Fundo Estadual de Promoção do Trabalho Digno e de Erradicação do Trabalho Escravo no Pará (Funtrad/PA).

Além disso, a Volkswagen terá que:

– veicular pedidos públicos de desculpas em rádio, televisão e internet;

– firmar compromisso de tolerância zero ao trabalho escravo e tráfico de pessoas;

– criar um canal de denúncias;

– incluir cláusulas contratuais contra práticas de escravidão em seus acordos;

– promover treinamentos internos para gestores e equipes sobre direitos humanos.

A condenação da Volkswagen no Pará reforça o debate sobre a responsabilidade de empresas em violações históricas de direitos trabalhistas e humanos. A montadora já anunciou que recorrerá, mas, até o trânsito em julgado, permanece obrigada a cumprir as determinações estabelecidas pela Justiça do Trabalho.

Compartilhe este Conteúdo
Facebook Whatsapp Whatsapp LinkedIn Telegram Copy Link Print

Você também vai gostar de ver

Piloto preso por pedofilia responderá por mais de cem crimes
Brasil

Piloto preso por pedofilia responderá por mais de cem crimes

3 de abril de 2026
Chegam a 180 as mortes causadas pelas enchentes no Rio Grande do Sul
Brasil

Chegam a 180 as mortes causadas pelas enchentes no Rio Grande do Sul

3 de julho de 2024
São Paulo registra a terceira morte por ingestão de bebidas adulteradas com metanol
Brasil

São Paulo registra a terceira morte por ingestão de bebidas adulteradas com metanol

29 de setembro de 2025
EUA cancelam evento militar com o Brasil e ampliam tensão diplomática
Brasil

EUA cancelam evento militar com o Brasil e ampliam tensão diplomática

20 de agosto de 2025
OpiniãoMT
  • Contato
  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos de Uso
Facebook Twitter Youtube Instagram Rss
Receba Novidades
© 2025 OpiniãoMT. Todos os Direitos Reservados. Site Desenvolvido por Fábrica de Artigos.
Bem vindo ao Opinião MT!

Faça login em sua conta

Username or Email Address
Password

Lost your password?