*Sêmia Mauad/ Opinião MT
O desembargador Hélio Nishiyama, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou o pedido de habeas corpus do empresário Gabriel Tacca, mantendo sua prisão temporária. Tacca é acusado de ser o mandante do assassinato de Ivan Michel Bonotto, ocorrido em março na cidade de Sorriso, interior do estado.
Em sua decisão, o magistrado destacou que a prisão é “imprescindível para garantir a conclusão adequada das investigações sem interferências”. O desembargador Nishiyama ainda destacou que as primeiras declarações de Gabriel Tacca e dos outros suspeitos foram inconsistentes, o que, a princípio, desviou o foco das investigações.
“Logo, a prorrogação da prisão temporária do paciente, ao menos pelo que consta dos autos até o momento, parece estar amparada em motivação concreta e idônea apta a demonstrar a imprescindibilidade da medida para garantir a conclusão adequada das investigações sem interferências, de modo que se afigura temerário promover a imediata restituição do status libertatis“, concluiu o magistrado.
INDÍCIOS E O CURSO DAS INVESTIGAÇÕES
O desembargador apontou que há indícios de que os investigados tentaram simular uma briga de bar, omitir o relacionamento extraconjugal da vítima e apagar provas. A prisão, portanto, é necessária para que a Polícia Civil possa concluir diligências importantes, como a análise de dados extraídos de celulares e a apuração de movimentações bancárias.
A defesa de Gabriel Tacca argumentou que não há provas suficientes de seu envolvimento no crime e que o empresário colaborou com a polícia. No entanto, o TJMT entendeu que, diante da complexidade do caso, a manutenção da prisão é o mais prudente para evitar interferências.
O CRIME E A OPERAÇÃO DA POLÍCIA
Gabriel Tacca está preso desde o dia 15 de julho, quando foi deflagrada a Operação Inimigo Íntimo. O suposto executor do crime, Danilo Guimarães, também foi detido na mesma ação.
As investigações apontam que Ivan Bonotto foi morto a facadas dentro da distribuidora de bebidas de Gabriel.
O motivo seria a descoberta de um caso extraconjugal entre a vítima e a esposa de Gabriel, a médica ginecologista Sabrina Iara de Mello. Sabrina também é investigada por fraude processual, após admitir que apagou arquivos do celular de Bonotto.

