O governo Lula sofreu uma derrota significativa nesta quarta-feira (20) com a reviravolta na CPMI do INSS, quando a oposição assumiu o comando do colegiado. A mudança na presidência e na relatoria surpreendeu os governistas e marcou o início dos trabalhos da comissão com forte embate político em Brasília.
Mudanças na liderança da CPMI do INSS
Durante a instalação da comissão, o senador Omar Aziz (PSD-AM), que até então presidia a CPMI do INSS, foi retirado da função. Em seu lugar, a oposição conseguiu emplacar o senador Carlos Viana (Podemos-MG), que agora assume a condução dos trabalhos.
Além da presidência, a relatoria também sofreu alteração. O deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO), indicado pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), foi substituído pelo deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), que passa a ser responsável pela análise do processo investigativo.
Essas mudanças representaram um revés para o governo, que não esperava perder o controle da comissão já na primeira sessão.
Oposição comemora resultado
A vitória foi celebrada por líderes oposicionistas. O deputado Luciano Zucco (PL-RS), líder da oposição na Câmara, afirmou que a nova configuração da CPMI do INSS dará mais independência às investigações.
Segundo ele, o colegiado terá condições de apurar de forma aprofundada as denúncias relacionadas a possíveis fraudes que podem alcançar cifras bilionárias. Zucco destacou que os aposentados e pensionistas brasileiros aguardam respostas diante de suspeitas que envolvem valores estimados em até R$ 90 bilhões.
Com Carlos Viana na presidência e Alfredo Gaspar na relatoria, a oposição reforça o discurso de que não haverá proteção a aliados do governo nem a sindicatos ligados ao Executivo. Para os parlamentares contrários ao Palácio do Planalto, a CPMI do INSS funcionará como um instrumento de fiscalização sem “blindagens”, buscando dar transparência às denúncias em torno do Instituto Nacional do Seguro Social.

