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Leia: CCJ do Senado aprova destaque que prevê voto impresso em novo Código Eleitoral
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24 de abril de 2026 07:38

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OpiniãoMT > Blog > Brasília > CCJ do Senado aprova destaque que prevê voto impresso em novo Código Eleitoral
Brasília

CCJ do Senado aprova destaque que prevê voto impresso em novo Código Eleitoral

Senado aprova emenda que prevê voto impresso no novo Código Eleitoral. O texto agora segue para análise no plenário e depois volta à Câmara.

última atualização: 20 de agosto de 2025 13:50
Redação OPMT
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3 Minutos de Leitura
CCJ do Senado aprova destaque que prevê voto impresso em novo Código Eleitoral
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A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (20), um destaque que prevê a adoção do voto impresso no Brasil. A medida foi incluída no Projeto de Lei Complementar (PLP) 112/2021, que cria o novo Código Eleitoral, e reacende um debate já declarado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Aprovação do destaque na CCJ

O destaque foi aprovado por 14 votos a 12 durante a votação do texto na CCJ. O projeto do novo Código Eleitoral conta com cerca de 900 artigos e já havia recebido aval dos senadores em sua versão-base.

A emenda aprovada prevê que, após a confirmação do voto pelo eleitor, será gerado um registro digital atualizado e assinado eletronicamente, acompanhado de marcação de horário para garantir segurança e possibilidade de auditoria. Além disso, a urna deverá imprimir um comprovante do voto, que será depositado automaticamente em recipiente lacrado, sem contato manual do eleitor.

Segundo o texto, o processo de votação só será concluído após o eleitor confirmar que o conteúdo impresso corresponde ao voto registrado na urna eletrônica. Caso avance no Congresso, a medida passará a valer já na eleição seguinte à sua aprovação.

Voto impresso volta ao debate

Como houve alterações no texto aprovado no Senado, a proposta deverá retornar à Câmara dos Deputados para nova análise. Para que tenha validade já no próximo pleito, a sanção presidencial precisa ocorrer até um ano antes da eleição.

A oposição argumentou que a adoção do voto impresso serviria para aumentar a confiança no sistema eleitoral entre os eleitores. O senador Carlos Portinho (PL-RJ) afirmou que a medida busca “pacificar o país” e aproximar a população do processo democrático.

Argumentos contrários à proposta

O relator da matéria, senador Marcelo Castro (MDB-PI), se posicionou contra a inclusão do voto impresso, lembrando que, em quase três décadas de utilização das urnas eletrônicas, não há registros de fraudes comprovadas.

Segundo ele, o modelo atual é seguro e transparente. Como exemplo, destacou que nas eleições municipais de 2024, com mais de 400 mil candidatos em todo o país, não houve sequer uma ação judicial alegando fraude nas urnas.

Decisão do STF sobre o voto impresso

O tema do voto impresso já foi analisado pelo Supremo Tribunal Federal em 2020. Na ocasião, os ministros consideraram inconstitucional a regra da minirreforma eleitoral de 2015 que previa a impressão do comprovante do voto.

O STF apontou riscos à inviolabilidade do sigilo eleitoral e advertiu que a medida poderia, ao contrário do esperado, abrir brechas para fraudes. Além disso, em 2021, a Câmara dos Deputados rejeitou uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que também previa a obrigatoriedade do voto impresso.

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