*Sêmia Mauad/ Opinião MT
A Prefeitura de Cuiabá, sob a gestão de Abílio Brunini (PL), prevê um plano de corte de gastos drástico para o segundo semestre, com o objetivo de economizar pelo menos R$ 90 milhões até o final do ano. A medida, que pode incluir redução de despesas e de pessoal em algumas secretarias, seria uma resposta à crise financeira que o município enfrenta.
A principal causa, segundo o prefeito, é o bloqueio do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), uma das principais fontes de receita da capital. O bloqueio foi autorizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a favor da Concessionária CS Mobi, empresa responsável pelo estacionamento rotativo.
“Nós já estamos muito apertados financeiramente”, afirmou Brunini. “Acabou o decreto de calamidade, mas não acabaram os conflitos da economia do município. A gente está bem no limite, algumas secretarias estão bem apertadas. Teremos decisões difíceis para tomar agora no começo do segundo semestre.”
O prefeito detalhou que a redução nas despesas será fundamental para garantir o equilíbrio fiscal até o fim do ano. A falta de recursos tem sido agravada por situações imprevistas, como o bloqueio do FPM.
“Como que eu saberia que o Supremo Tribunal Federal daria ponto para os caras?”, questionou. Ele explicou que o valor agora é descontado diretamente da conta da prefeitura, sem aviso prévio ou possibilidade de contestação.
Abílio Brunini indicou que os primeiros cortes poderão ocorrer na Secretaria de Serviços Urbanos (Limpurb).
Em um segundo momento, caso a situação persista, os cortes poderão atingir a Secretaria de Obras Públicas, conforme o final do ano se aproxime. O prefeito ressaltou a necessidade urgente de agir.
“Se a gente não cortar, a gente vai ter um efeito colateral de dificuldade no final do ano”, alertou.

