*Sêmia Mauad/ Opinião MT
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), admitiu a possibilidade de exigir compensação financeira pela área pública supostamente invadida pelo Grupo Bom Futuro para a construção de um aeródromo particular.
Brunini sugeriu a necessidade de um programa de regularização para a área, afirmando que os recursos captados seriam revertidos em benefício de outras regularizações imobiliárias.
“Assim como nós temos outras áreas do Munícipio de Cuiabá, que precisam tratar a regularização, lá também não será diferente”, ressaltou Abilio.
Ele complementou sua visão sobre o futuro da gestão de tais espaços.
“Temos que fazer um programa de regularização dessas áreas e os recursos captados por isso, vamos compensar na regularização mobiliária das pessoas mais vulneráveis”.
O prefeito reforçou a clareza da situação, convidando a verificação pública:
“Qualquer um pode entrar no sistema SigCuiabá, que é público, e vai ver que a via sendo sobreposta à pista de pouso”, disse à imprensa.
AERÓDROMO DE R$ 100 MILHÕES SOB INVESTIGAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO
A fala de Abilio ocorre em meio a uma investigação conduzida pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) sobre a legalidade da instalação do aeroporto do Grupo Bom Futuro. Inaugurado em junho, o empreendimento, que custou cerca de R$ 100 milhões, é alvo de apuração para verificar se foi construído sobre terrenos públicos de forma ilegal.
De acordo com o MPMT, o aeródromo estaria localizado sobre o Loteamento Parque Bandeira, constituído entre 1978 e 1979.
O órgão ministerial apontou, com base em documentos de cartórios, que o loteamento original possuía 11 mil hectares, além de vias públicas e 4 hectares de reserva florestal, levantando questões sobre a ocupação do espaço pelo empreendimento privado.
A investigação do Ministério Público segue em andamento para determinar as responsabilidades e as medidas cabíveis.

