A conta de luz ficará mais cara para os consumidores brasileiros a partir do mês de julho. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou o reajuste nas tarifas de energia elétrica e a permanência da bandeira tarifária vermelha, o que impactará diretamente no valor final pago pelos usuários.
Reajuste nas tarifas será aplicado a partir de sexta-feira (4)
A Aneel anunciou que, a partir de sexta-feira (4), entra em vigor um reajuste médio de 13,94% nas contas de energia elétrica. Consumidores atendidos em baixa tensão, como residências e pequenos comércios, sofrerão um aumento de 13,47%. Já para os usuários de alta tensão — grandes indústrias, centros comerciais e fábricas — o reajuste será ainda maior, chegando a 15,77%.
Além do reajuste nas tarifas, a Aneel manteve a aplicação da bandeira tarifária vermelha no patamar 1 para o mês de julho. Isso significa que haverá uma cobrança adicional de R$ 4,46 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. A medida foi tomada devido à redução no volume de chuvas e à consequente queda na geração de energia por usinas hidrelétricas, conforme apontado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).
Segundo a Aneel, a manutenção da bandeira tarifária vermelha serve como alerta para o uso racional de energia, principalmente em um momento de menor capacidade de geração hídrica. O objetivo é estimular a população a adotar medidas de economia e eficiência no consumo elétrico.
Eletrodomésticos que mais consomem energia
Com a confirmação de que a conta de luz ficará mais cara, a Aneel recomenda atenção ao uso de eletrodomésticos com alto consumo energético. Equipamentos como chuveiro elétrico, geladeira e ferro de passar roupas estão entre os maiores responsáveis pelo aumento no consumo mensal e, consequentemente, no valor da fatura.
Adotar práticas simples, como tomar banhos mais curtos, evitar abrir a geladeira constantemente e passar roupas em maior quantidade de uma vez só, pode ajudar a reduzir o impacto do reajuste e da cobrança extra da bandeira tarifária.

