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Leia: Óleo de soja ou banha de porco? Estudo mostra a melhor opção para a saúde
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OpiniãoMT > Blog > Saúde > Óleo de soja ou banha de porco? Estudo mostra a melhor opção para a saúde
Saúde

Óleo de soja ou banha de porco? Estudo mostra a melhor opção para a saúde

Pesquisa avalia impacto da banha de porco e do óleo de soja no colesterol e na composição corporal. Veja o que dizem especialistas.

Redação OPMT
Publicado em: 1 de julho de 2025
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6 Minutos de Leitura
Óleo de soja ou banha de porco? Estudo mostra a melhor opção para a saúde
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A banha de porco, ingrediente tradicional da culinária brasileira, voltou ao centro do debate sobre alimentação saudável. Um estudo recente comparou seus efeitos aos do óleo de soja, gordura mais comum nas cozinhas do país, analisando impactos no colesterol, triglicerídeos e composição corporal.

Banha de porco: estudo analisa benefícios e riscos

Pesquisadores da Faculdade União das Américas, no Paraná, realizaram um estudo experimental com duas mulheres jovens, ambas com 19 anos, 78 kg e cerca de 31% de gordura corporal. O objetivo foi avaliar as diferenças entre o consumo diário de banha de porco e óleo de soja em refeições padronizadas ao longo de 45 dias.

Durante o primeiro período, uma das participantes consumiu exclusivamente banha de porco como fonte de gordura nas refeições, enquanto a outra usou apenas óleo de soja. Após esse tempo, as participantes trocaram as fontes de gordura, permitindo uma análise comparativa.

Resultados laboratoriais revelam impacto no colesterol

Os exames clínicos mostraram efeitos distintos no perfil lipídico das participantes:

– Colesterol total: aumentou 11,7% com o uso da banha de porco e reduziu com o óleo de soja;

– HDL (colesterol bom): subiu 77% com a banha, mas caiu 20,5% com o óleo;

– VLDL e triglicerídeos: apresentaram queda de 25% com a banha e aumento superior a 25% com o óleo de soja;

– LDL (colesterol ruim): subiu 13,6% com a banha e teve queda de 6,8% com o óleo.

Apesar do aumento no LDL, o estudo concluiu que o consumo de banha de porco foi mais vantajoso no geral, especialmente por elevar o HDL e reduzir os triglicerídeos e o VLDL.

Em relação à composição corporal, ambas as fontes de gordura levaram ao aumento de peso e gordura total. No entanto, o impacto do óleo de soja foi mais negativo. As medidas das pregas de gordura subcutânea aumentaram de forma mais expressiva nas regiões corporais das participantes que utilizaram óleo vegetal. Já a relação cintura/quadril melhorou com a banha de porco e piorou com o óleo.

Especialistas explicam os efeitos da banha de porco

A endocrinologista Maria Clara Martins e a nutricionista Angéli Marques Golfetto esclareceram que a escolha da gordura não deve ser baseada apenas na comparação direta entre óleo de soja e banha de porco. Segundo elas, a banha é considerada uma gordura natural e menos processada, o que facilita sua digestão e reconhecimento pelo organismo.

– “A banha é um alimento real, minimamente industrializado, o corpo reconhece com mais facilidade”, afirma Maria Clara.

Angéli acrescenta que o óleo de soja, por ser altamente processado, tende a ser mais inflamatório. Ambas alertam que, em frituras por imersão, qualquer tipo de gordura pode causar prejuízos à saúde. No entanto, a banha de porco tem maior estabilidade térmica, liberando menos substâncias tóxicas em altas temperaturas.

Calorias e consumo diário

Embora a banha tenha maior densidade calórica (mais calorias por grama), sua eficiência no preparo permite o uso em menor quantidade. Uma colher de sopa de óleo, por exemplo, possui cerca de 20g de gordura, quase metade do limite diário recomendado em uma dieta de 2.000 kcal.

Os especialistas recomendam moderação: o ideal é usar no máximo uma colher de chá de gordura por preparo. Em refogados, pode-se utilizar até uma colher de sobremesa, desde que a gordura tenha apenas a função de untar a panela.

Azeite de oliva extravirgem é o mais indicado

Para uso diário, o azeite de oliva extravirgem continua sendo a melhor opção, segundo as profissionais consultadas. Ele não é refinado, não é de origem animal e preserva suas propriedades em temperaturas típicas de cozimento doméstico, desde que não seja submetido a frituras por imersão.

Além disso, o azeite auxilia na digestão e contribui para o controle de peso.

Ranking das gorduras mais saudáveis para cozinhar

Com base nas análises das especialistas, os tipos de gordura foram classificados do mais ao menos indicado para uso culinário:

  1. Azeite de oliva extravirgem – mais natural e benéfico;
  2. Manteiga ghee – alternativa saudável;
  3. Manteiga comum – mais natural do que os óleos refinados;
  4. Banha de porco pura – vantajosa se usada com moderação;
  5. Óleos vegetais refinados (soja, milho, canola, girassol) – opções menos recomendadas, sendo o óleo de girassol o menos prejudicial entre eles;
  6. Margarinas – altamente processadas, com baixo valor nutricional.

O estudo da Faculdade União das Américas mostra que a banha de porco, embora aumente o colesterol LDL, tem efeitos positivos sobre o HDL, triglicerídeos e VLDL, sendo uma alternativa mais saudável do que o óleo de soja em certos contextos. 

Especialistas reforçam, no entanto, que o consumo de qualquer gordura deve ser moderado e adaptado às necessidades de cada pessoa. O azeite de oliva extravirgem permanece como a principal recomendação para uso diário, especialmente para quem busca uma alimentação equilibrada.

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