*Sêmia Mauad/ Opinião MT
O policial militar identificado com Ricker Maximiano, se apresentou a polícia ainda na noite do último domingo, dia 25 de maio, horas depois de ter cometido o assassinato de Gabrieli de Souza, esposa dele.
Na delegacia, o policial suspeito de cometer o crime, optou por permanecer em silêncio, durante depoimento realizado na manhã desta segunda-feira, dia 26 de maio.
A defesa do policial afirma que o depoimento do soldado foi rápido, durou cerca de 2 minutos, na qual ele optou por não falar nada e não deu detalhes sobre a motivação do assassinato.
“Falou que estava arrependido, chorava muito. Estava muito abalado emocionalmente e demonstrava bastante arrependimento”, disse o advogado Rodrigo Rabelo Neri.
Segundo o delegado responsável pelo caso, Edson Pick, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, Gabrieli de Souza, foi morta com três tiros. O crime ocorreu na cozinha da residência do casal, que fica no Bairro Praieirinho, em Cuiabá.
O soldado deve passar por audiência de custódia ainda nesta segunda-feira, dia 26 de maio. Ele fica no Batalhão da Rotam, até a audiência que será realizada na tarde de hoje.
O CRIME
Gabrieli de Sousa foi morta a tiros pelo companheiro, o policial militar identificado com Ricker Maximiano, na tarde do último domingo, dia 25 de maio, em Cuiabá. O crime ocorreu na Rua Paraju, no Bairro Praierinho.
O crime teria sido cometido na frente dos dois filhos do casal, que tem 3 e 5 anos. Depois de cometer o homicídio, o suspeito fugiu da residência com os filhos do casal, e deixou as crianças na casa do pai dele, juntamente com a arma usada para matar a mulher.
Uma equipe médica chegou a ser chamada para realizar o atendimento a vítima, que foi encontrada sem vida.
O delegado Edson Pick da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa tem a responsabilidade de investigar o caso. Segundo ele, a Polícia Militar teria interferido na cena do crime e levado a arma usada no assassinato da vítima. Ainda segundo o delegado isso já ocorreu em outras situações.
“A gente veio fazer a apreensão da arma do crime. Aqui é a casa do pai dele. A Polícia Militar veio aqui e retirou a arma de onde ele a tinha deixado. Então, mais uma vez, a Polícia Militar veio mexer na cena do crime. Isso atrapalha demais as investigações. Agora, é esperar que a PM apresente a arma”, disse ele.
Ainda na noite de domingo, dia 25 de maio, o suspeito foi até a delegacia e se apresentou, levando supostamente, a arma usada no homicídio. A arma é uma pistola .40. Na delegacia, o acusado optou por permanecer em silêncio.
Segundo a Polícia Militar, o soldado está detido custodiado no Batalhão da Rotam, na capital. Além disso, foi aberto procedimento administrativo para apurar a conduta do policial.
Sobre o fato da PM ter pegado a arma do crime na casa do pai do soldado, como ressaltou o delegado responsável pelo caso, por meio de nota, a polícia se justificou:
“A Polícia Militar esclarece que apreendeu a arma no local diverso de onde o crime foi praticado e a entregou à autoridade policial na delegacia, conforme consta no Boletim de Ocorrência, uma vez que o suspeito ainda não estava preso e poderia voltar ao local para pegá-la”, diz trecho do documento.
NOTA OFICIAL DA POLÍCIA SOBRE O CASO
A Polícia Militar de Mato Grosso informa que o policial suspeito de feminicídio, registrado na tarde de domingo, dia 25 de maio, em Cuiabá, se apresentou às autoridades policiais ainda no domingo, durante a noite. O militar teve o fragrante registrado na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa e está custodiado no Batalhão da Rotam, na capital.
A corporação também informa que já abriu procedimento administrativo na Corregedoria-Geral para apuração dos fatos e que o caso será investigado pela Polícia Civil.
A Polícia Militar esclarece que apreendeu a arma no local diverso de onde o crime foi praticado e a entregou à autoridade policial na delegacia, conforme consta no Boletim de Ocorrência, uma vez que o suspeito ainda não estava preso e poderia voltar ao local para pegá-la.
A PM reforça que não coaduna com nenhum tipo de crime, seja na sociedade ou dentro da corporação”.

