Após registrar um prejuízo de R$ 2,6 bilhões em 2024, os Correios anunciaram uma série de medidas internas para reverter o quadro financeiro em 2025. As ações, detalhadas em ofícios internos divulgados nos dias 12 e 13 de maio, têm como objetivo reduzir custos operacionais em até 12% e aumentar o faturamento por meio de novas estratégias comerciais e tecnológicas.
Os Correios anuncia plano de cortes de despesas
Entre as principais ações dos Correios está o corte de despesas estruturais e operacionais. A estatal pretende promover o compartilhamento de unidades operacionais, vender imóveis que não estão sendo utilizados e reduzir custos com manutenção. A empresa também projeta uma reestruturação em sua malha logística, tanto no transporte terrestre quanto aéreo, com foco na eficiência e redução de desperdícios.
Os Correios também vão revisar contratos firmados nas dez maiores Superintendências Estaduais e realizar ajustes na rede de atendimento ao público. A modernização das operações é parte fundamental do plano de recuperação, e isso inclui o uso de inteligência artificial e sistemas automatizados para gerenciar o transporte de encomendas.
Em um segundo ofício, divulgado no dia 12 de maio, os Correios solicitaram o engajamento dos colaboradores no processo de contenção de despesas. Entre as sugestões apresentadas está a adoção voluntária da redução de jornada de trabalho, o que implica diretamente na diminuição dos salários. A intenção é alcançar uma economia de até R$ 1,5 bilhão já no próximo ano, caso todas as medidas tenham o efeito esperado.
Lançamento do marketplace “Mais Correios”
Paralelamente às ações de contenção de custos, os Correios pretendem diversificar suas fontes de receita. A principal aposta da estatal para esse novo momento é o lançamento da plataforma “Mais Correios”, previsto para o dia 19 deste mês. A ferramenta funcionará como um marketplace, inicialmente acessível apenas aos funcionários da empresa, mas que será aberto ao público em geral em seguida.
A proposta é que o novo canal digital permita a venda de uma ampla variedade de produtos, cuja entrega será realizada pela própria rede logística dos Correios. A iniciativa visa ampliar a presença da estatal no comércio eletrônico e oferecer uma nova alternativa de faturamento frente à crise enfrentada.
Expansão de mercados e novos serviços
Além do marketplace, os Correios têm planos de expandir sua atuação em diversos segmentos estratégicos. No setor internacional, a empresa quer desenvolver novos modelos operacionais, além de políticas de preços personalizadas para diferentes perfis de clientes. Também está prevista a intensificação da atuação comercial, com foco no aumento das encomendas internacionais.
Outro ponto de atenção da estatal é o setor público. A empresa pretende fornecer soluções logísticas especializadas e serviços de mensagens para áreas como educação, saúde e gestão documental. Os Correios também visam conquistar pequenos e médios empreendedores do e-commerce nacional, com a promessa de serviços otimizados e novas oportunidades de negócio.
Na área do varejo, o plano é rentabilizar os pontos físicos de atendimento, ampliando a oferta de produtos e serviços de terceiros. A ideia é transformar as agências dos Correios em hubs comerciais mais atrativos e rentáveis.

