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Leia: Fim da escala 6×1 pode afetar até 18 milhões de empregos no Brasil, aponta FIEMG
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27 de setembro de 2026 20:51

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OpiniãoMT > Blog > Brasília > Fim da escala 6×1 pode afetar até 18 milhões de empregos no Brasil, aponta FIEMG
Brasília

Fim da escala 6×1 pode afetar até 18 milhões de empregos no Brasil, aponta FIEMG

Projeto que propõe fim da escala 6x1 pode extinguir 18 milhões de empregos e reduzir PIB, segundo estudo da FIEMG.

Redação OPMT
Publicado em: 17 de abril de 2025
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4 Minutos de Leitura
Fim da escala 6x1 pode afetar até 18 milhões de empregos no Brasil, aponta FIEMG
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A proposta de lei que prevê o fim da escala 6×1 — sistema que estabelece seis dias de trabalho seguidos por um de descanso — está gerando controvérsia no setor produtivo. Um estudo da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) aponta que a medida pode gerar impactos econômicos severos, incluindo a perda de até 18 milhões de postos de trabalho.

Escala 6×1: Proposta altera rotina de trabalho no país

Apresentado pela deputada federal Érica Hilton (Psol-SP), o projeto sugere a implementação de uma jornada de quatro dias de trabalho por semana, com três dias de folga. A iniciativa pretende oferecer mais qualidade de vida ao trabalhador, mas entidades do setor industrial veem o texto com preocupação.

A FIEMG divulgou, nesta quarta-feira (16), um levantamento que estima grandes impactos econômicos caso a escala 6×1 seja extinta sem o devido aumento na produtividade. O estudo revela que os custos operacionais das empresas teriam um crescimento significativo, o que comprometeria a competitividade da indústria brasileira frente ao mercado internacional.

De acordo com a FIEMG, o fim da escala 6×1 poderia causar uma retração de até 16% no faturamento do setor produtivo nacional, o que representa cerca de R$ 2,9 trilhões. A massa salarial também apresentaria uma queda expressiva, estimada em R$ 480 bilhões, mesmo mantendo as atuais 40 horas de trabalho semanais.

Além disso, o índice de informalidade, que já abrange cerca de 38,3% da força de trabalho no país, pode ser ampliado, especialmente entre micro e pequenas empresas. Esses empreendimentos possuem menor capacidade de absorver aumentos de custo, tornando-se mais vulneráveis às mudanças na legislação trabalhista.

Produtividade é o maior desafio, diz FIEMG

O presidente da FIEMG, Flávio Roscoe, destacou que o principal entrave ao desenvolvimento da proposta é a baixa produtividade do trabalhador brasileiro. Segundo ele, o trabalhador nacional produz apenas 23% do que um profissional nos Estados Unidos, o que torna a redução da jornada sem contrapartidas inviável.

Roscoe também exemplificou o impacto da medida em pequenos negócios, como restaurantes. Com a diminuição do tempo de trabalho, seria necessário contratar mais funcionários, o que elevaria os custos e, consequentemente, os preços para o consumidor final. Tal cenário poderia contribuir para o aumento da inflação.

Redução da jornada pode afetar competitividade internacional

Outro ponto de preocupação é o impacto da proposta sobre o comércio exterior. Países como China, México, Vietnã e Índia mantêm jornadas de trabalho mais longas, com custos trabalhistas mais baixos. Com isso, a adoção de uma jornada reduzida no Brasil poderia afastar investimentos estrangeiros e agravar o déficit industrial do país.

A FIEMG defende que a prioridade do debate trabalhista deve ser o aumento da produtividade e não a redução da jornada de trabalho. A entidade acredita que somente com ganhos reais de eficiência será possível discutir mudanças na carga horária semanal sem comprometer o crescimento econômico.

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