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Leia: Ministro Ricardo Lewandowski volta a dizer que ‘a polícia prende mal’
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21 de outubro de 2026 23:13

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OpiniãoMT > Blog > Brasil > Ministro Ricardo Lewandowski volta a dizer que ‘a polícia prende mal’
Brasil

Ministro Ricardo Lewandowski volta a dizer que ‘a polícia prende mal’

Lewandowski afirma que PEC da Segurança corrige falhas no sistema e propõe integração entre polícias. Oposição critica medida do governo.

Redação OPMT
Publicado em: 10 de abril de 2025
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5 Minutos de Leitura
Ministro Ricardo Lewandowski volta a dizer que ‘a polícia prende mal’
Segundo o ministro, “a integração é um passo necessário diante da realidade do crime organizado". Imagem: Lula Marques/Agência Brasil.
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O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, voltou a destacar, nesta quarta-feira (9), a urgência de uma reforma no sistema de segurança pública brasileiro. Durante entrevista ao programa Estúdio i, da GloboNews, Lewandowski argumentou que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública busca corrigir distorções entre prisões e decisões judiciais. A medida, segundo ele, pretende tornar mais eficaz a atuação das forças de segurança no país.

Lewandowski afirma que PEC busca integração entre forças policiais

Durante a entrevista, Lewandowski reiterou que “a polícia prende mal e a Justiça é obrigada a soltar”, apontando uma disfunção estrutural que, na visão do ministro, precisa ser corrigida. Segundo ele, a PEC da Segurança Pública — apresentada pelo governo federal nesta semana — representa um passo importante para o enfrentamento dessa realidade. O ponto central da proposta é a criação de um Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), inspirado no modelo do Sistema Único de Saúde (SUS).

A proposta visa integrar e coordenar os esforços das polícias estaduais, federais e municipais por meio de um sistema compartilhado. Um dos pilares da iniciativa é a criação de um cadastro nacional de indivíduos envolvidos em atividades criminosas, com o objetivo de facilitar a troca de informações entre os Estados.

Proposta foi revista após críticas iniciais

Ricardo Lewandowski explicou que a versão atual da PEC é resultado de um longo processo de negociação com os governadores. A primeira versão, divulgada em 2024, recebeu críticas de diversas esferas políticas e institucionais. No entanto, o novo texto da proposta, segundo o ministro, busca respeitar a autonomia dos Estados ao mesmo tempo em que promove a colaboração entre as forças de segurança de diferentes esferas.

“Estamos construindo um modelo que respeita as competências locais, mas que viabiliza uma coordenação nacional. Isso é essencial para lidar com crimes interestaduais e organizações criminosas que atuam de forma integrada”, declarou Lewandowski.

Principais pontos da PEC da Segurança Pública

Entre os principais tópicos apresentados na nova versão da PEC, estão:

– A constitucionalização do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP);

– A obrigatoriedade do compartilhamento de dados entre Estados e órgãos federais;

– A ampliação das competências da Polícia Rodoviária Federal, que poderá atuar também em ferrovias e hidrovias;

– A autorização para que as Guardas Civis Municipais exerçam funções de polícia ostensiva.

Essas medidas, segundo o governo federal, buscam ampliar a capilaridade do combate ao crime e promover um alinhamento estratégico entre as diversas instituições de segurança pública do Brasil.

Apesar da defesa firme de Lewandowski, a PEC da Segurança Pública tem sido alvo de críticas por parte da oposição. Deputados federais manifestaram preocupação com a possibilidade de centralização excessiva do poder no Ministério da Justiça.

O deputado federal Sanderson (PL-RS), primeiro vice-líder da oposição, afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende concentrar o controle sobre o combate ao crime organizado em Brasília. Para o parlamentar, essa estratégia é inviável diante da falta de estrutura das forças federais.

“Falta efetivo policial federal, falta capilaridade territorial, e ainda por cima se quer afastar os Estados das ações de enfrentamento às facções criminosas. Isso é impraticável”, declarou o deputado.

Outro parlamentar que se posicionou contra a proposta foi o deputado Capitão Alberto Neto (PL-AM). Em sua análise, a PEC da Segurança representa uma ameaça à autonomia dos Estados no que diz respeito à administração de suas políticas de segurança pública.

“Querem tirar das mãos dos governadores a gestão da segurança para criar uma estrutura que pode ser usada até mesmo contra os próprios policiais”, afirmou Neto. Ele classificou a proposta como a “PEC da insegurança”, reforçando o tom crítico da oposição em relação ao texto.

Lewandowski defende descentralização operacional com coordenação nacional

Contrariando os argumentos da oposição, Lewandowski defendeu que a proposta não retira dos Estados sua capacidade de ação. Pelo contrário, ele assegura que o projeto apenas institui um mecanismo de colaboração entre os entes federativos. O cadastro nacional, por exemplo, permitiria que um crime ocorrido em um Estado fosse prontamente comunicado a outras unidades da federação, reduzindo a impunidade e ampliando a capacidade de resposta das autoridades.

Segundo o ministro, “a integração é um passo necessário diante da realidade do crime organizado, que atua em rede e exige uma atuação igualmente articulada por parte das instituições públicas”.

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