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Leia: PF indicia magistrados e advogados por venda de sentenças no Maranhão
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7 de março de 2026 05:13

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OpiniãoMT > Blog > Brasil > PF indicia magistrados e advogados por venda de sentenças no Maranhão
Brasil

PF indicia magistrados e advogados por venda de sentenças no Maranhão

Investigação da PF revela esquema de venda de sentenças no TJMA, envolvendo desembargadores, juízes e advogados em casos de corrupção e lavagem de dinheiro.

última atualização: 10 de fevereiro de 2025 15:50
Redação OPMT
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4 Minutos de Leitura
PF indicia magistrados e advogados por venda de sentenças no Maranhão
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A Polícia Federal concluiu a investigação da Operação 18 Minutos e indiciou desembargadores, juízes e advogados do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) por um esquema de venda de sentenças judiciais. O caso envolve também servidores do tribunal e aponta a existência de uma organização criminosa estruturada.

Venda de sentenças no Maranhão

Desembargadores e Juízes IndiciadosConforme o relatório de 174 páginas elaborado pela Polícia Federal, três desembargadores e dois juízes do TJMA estão entre os indiciados por participação no esquema de venda de sentenças. 

Os magistrados citados são Nelma Celeste Souza Silva, Sarney Costa, Antônio Pacheco Guerreiro Júnior, Luiz Gonzaga Almeida, Alice de Sousa Rocha e Cristiano Simas de Sousa. Além disso, sete advogados e outros 11 envolvidos também foram denunciados por crimes como corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

O esquema de venda de sentenças incluía a manipulação na distribuição de processos e a emissão de alvarás judiciais irregulares, resultando na retirada indevida de cerca de R$ 18 milhões do Banco do Nordeste. O valor seria destinado ao pagamento de honorários advocatícios, mas foi desviado através de fraudes em cálculos de correção monetária e outras irregularidades.

Divisão dos Envolvidos em Núcleos

A investigação apontou a existência de três núcleos operacionais no esquema:

Núcleo Judicial –  Formado pelos desembargadores e juízes envolvidos, além de seus auxiliares.

Núcleo Causídico – Composto por advogados que atuavam em conluio com os magistrados para obter decisões favoráveis.

Núcleo Operacional – Responsável pela lavagem de dinheiro obtido no esquema.

De acordo com a Polícia Federal, a organização criminosa era estruturada e possuía uma clara divisão de tarefas, com o objetivo de obter vantagens financeiras através da prática de infrações penais.

O processo está sob a responsabilidade do ministro João Otávio de Noronha, no Superior Tribunal de Justiça (STJ). O relator irá analisar as evidências e determinar os próximos passos para o julgamento dos envolvidos.

As acusações de venda de sentenças representam um duro golpe à credibilidade do sistema judiciário no Maranhão. A descoberta do esquema expõe a fragilidade em processos de controle e transparência no TJMA, além de levantar questionamentos sobre a integridade de decisões judiciais.

Abaixo, confira a lista de nomes mencionados no relatório da Polícia Federal:

– Nelma Celeste Souza Silva Sarney Costa;

– Antônio Pacheco Guerreiro Júnior;

– Luiz Gonzaga Almeida;

– Alice de Sousa Rocha;

– Cristiano Simas de Sousa;

– Frederico de Abreu Silva Campos;cisco Xavier de Sousa Filho;

– José Helias Sekeff do Lago;

– Carlos José Luna dos Santos;

– Sebastião Moreira Maranhão;

– Edilázio Gomes da Silva Júnior;

– Felipe Antônio Ramos Sousa;

– Janaína Moreira Lobão Coelho;

– Arnaldo José Sekeff do Lago;

– Flávio Henrique Silva Campos;

– Alderico Jefferson Abreu da Silva;

– Fernando Antônio Ramos Sousa;

– Eliane Ramos Sousa;

– Sirley Regina Silva;

– Fabrício Antônio Ramos Sousa;

– Jaiçara Melo de Araújo Sousa;

– Paulo Martins de Freitas Filho;

– Lúcio Fernando Penha Ferreira.

A conclusão do inquérito da Operação 18 Minutos pela Polícia Federal trouxe à tona um dos maiores esquemas de venda de sentenças judiciais já investigados no Maranhão. 

O caso, que envolve altos membros do judiciário, destaca a necessidade de reformas no sistema para garantir maior transparência e integridade. As próximas fases do processo serão decisivas para responsabilizar os envolvidos e resgatar a confiança na Justiça brasileira.

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