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Leia: PF prende Hacker e servidores do INSS que vendiam dados de brasileiros
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27 de julho de 2026 00:21

OpiniãoMT > Blog > Brasil > PF prende Hacker e servidores do INSS que vendiam dados de brasileiros
Brasil

PF prende Hacker e servidores do INSS que vendiam dados de brasileiros

PF deflagra operação "Mercado de Dados" contra servidores do INSS e hacker, investigados pela venda de dados sigilosos de brasileiros.

Redação OPMT
Publicado em: 26 de setembro de 2024
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4 Minutos de Leitura
PF prende Hacker e servidores do INSS que vendiam dados de brasileiros
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A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quinta-feira (26) a operação “Mercado de Dados”, que investiga a venda ilegal de dados sigilosos de brasileiros. A ação envolve três servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e um hacker, considerado um dos mais habilidosos do Brasil. A PF cumpriu mandados em nove estados e no Distrito Federal, visando desmantelar uma organização criminosa responsável por acessar e comercializar dados do INSS.

PF desmantela rede de venda de dados envolvendo servidores do INSS

A operação “Mercado de Dados” surgiu após investigações iniciadas em setembro de 2023, quando a PF começou a apurar a atuação de uma organização criminosa que comercializava dados sigilosos de brasileiros. 

Três servidores do INSS estão entre os principais suspeitos, acusados de vender suas credenciais de acesso a sistemas internos da autarquia. Estes servidores facilitavam o acesso indevido a informações sigilosas, gerando graves riscos à privacidade dos cidadãos.

Um dos alvos da operação é um hacker, já conhecido pela PF, que utilizava técnicas avançadas para invadir os sistemas do INSS. Este hacker conseguia burlar mecanismos de segurança, como a autenticação multifator, e manipular níveis de acesso dentro dos sistemas do INSS. 

Além disso, ele usava certificados digitais de servidores para realizar operações que exigiam alto nível de acesso, ampliando a capacidade de ação do grupo criminoso. O envolvimento do hacker, somado à cumplicidade dos servidores, foi essencial para o sucesso das atividades ilícitas.

Mandados cumpridos em nove estados e no Distrito Federal

A ação coordenada pela PF ocorreu simultaneamente em diversos estados brasileiros, incluindo São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Alagoas, Pará, Goiás, Paraná, Bahia e no Distrito Federal. No total, foram cumpridos 29 mandados de busca e apreensão e 18 mandados de prisão preventiva. A amplitude da operação reflete a complexidade e o alcance da rede criminosa, que contava com integrantes em várias regiões do país.

Além das prisões e apreensões, a Justiça determinou o sequestro de 24 imóveis vinculados aos integrantes da organização criminosa. Esses bens, avaliados em milhões de reais, são parte dos recursos acumulados através das atividades ilegais. 

Paralelamente, foi ordenado o bloqueio das contas bancárias dos envolvidos, até o limite de R$ 34 milhões, valor que representa parte dos lucros obtidos com a venda de dados sigilosos. As medidas judiciais visam desmantelar o poder financeiro do grupo e impedir a continuidade de suas operações.

Os envolvidos na operação “Mercado de Dados” responderão a uma série de crimes graves, incluindo organização criminosa, corrupção, invasão de dispositivos informáticos, violação de sigilo funcional, obtenção e comercialização de dados sigilosos, e lavagem de capitais. Se condenados, as penas podem ultrapassar 15 anos de prisão. A PF destacou que as investigações continuam, e novos desdobramentos podem ocorrer à medida que mais provas sejam coletadas e analisadas.

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Três técnicos de enfermagem foram presos pela Polícia Civil do Distrito Federal nesta segunda-feira (19), suspeitos de envolvimento direto em homicídios ocorridos no Hospital Anchieta, localizado em Taguatinga. O caso, que segue sob investigação, levou as autoridades a apurar a possível existência de outras vítimas em diferentes unidades de saúde onde os investigados atuaram ao longo dos últimos anos. De acordo com os investigadores, os técnicos de enfermagem teriam atuado de forma coordenada em ao menos três mortes registradas na unidade hospitalar. A motivação dos crimes ainda não foi esclarecida. As apurações indicam, no entanto, que os suspeitos trabalharam por cerca de cinco anos em hospitais públicos e privados, o que levou a polícia a ampliar o alcance da investigação para outras instituições de saúde do Distrito Federal e do entorno. Ainda de acordo com a polícia, o técnico de enfermagem acessava o sistema interno do hospital que ficava aberto, simulando ser um médico para prescrever o medicamento. Após isso, dirigia-se à farmácia da unidade, retirava o produto, preparava a dose e aplicava diretamente nos pacientes. Após a administração, o investigado aguardava o efeito fatal e, em seguida, simulava tentativas de reanimação cardiopulmonar diante da equipe, com o objetivo de afastar suspeitas sobre sua conduta. As investigações apontam que outras duas técnicas de enfermagem teriam conhecimento das ações. Uma delas, de 28 anos, possui histórico profissional em outros hospitais, enquanto a outra, de 22 anos, estava em seu primeiro emprego na área. As duas estariam presentes nos quartos no momento das aplicações. Imagens analisadas pela polícia mostram que elas observavam a movimentação no corredor, verificando se outras pessoas se aproximavam durante os procedimentos.
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